A Assembleia Municipal do Funchal deu, esta terça-feira, um sinal claro de maturidade democrática ao colocar no centro da agenda o debate sobre o Alojamento Local (AL), tema que, na atualidade, é dos mais estruturantes para o equilíbrio social, económico e urbano da cidade.
A resposta da sociedade foi inequívoca. Entidades, munícipes, agentes económicos e sociais, bem como forças políticas, compareceram e contribuíram para um debate vivo, informado e necessário.
Mas há silêncios que falam mais alto do que qualquer intervenção.
Num momento desta relevância, o executivo municipal PSD/CDS fez-se representar pela ausência: nenhum vereador em regime de permanência marcou presença. Uma opção que não pode ser desvalorizada e que levanta uma questão essencial: está o executivo disponível para ouvir a cidade quando a cidade decide participar? Pelo que se passou neste debate, parece que a resposta é não!
A democracia não se cumpre à distância. Quando os cidadãos aparecem, quando as instituições se mobilizam e quando os temas são decisivos, exige-se compromisso, respeito pelo espaço público de discussão e presença de quem tem o poder de decidir. Quem se presta a ouvir decide melhor!
A ausência do executivo não é apenas um detalhe, é um sinal político.
Um sinal que levanta dúvidas sobre o alinhamento institucional, a prioridade atribuída a este tema e, sobretudo, sobre a capacidade de liderança num processo que exige proximidade, escuta ativa e responsabilidade.
O JPP, como sempre, esteve onde devia estar. Promoveu o debate, participou ativamente e continuará na linha da frente desta discussão, com sentido de responsabilidade e compromisso com o interesse público.
O Funchal não precisa de uma governação distante. Precisa de decisões construídas com as pessoas, com presença, com transparência e com coragem política.
O alojamento local é uma realidade complexa que exige equilíbrio, mas que temos de encarar com a postura certa, numa política integrada no Funchal.





