Audição ao Caso Cortel chumbada pelo PSD

Sem surpresa, o PSD chumbou a audição parlamentar proposta pelo JPP para audição parlamentar das entidades envolvidos no “caso Cortel” onde 3 frações a custos controlados foram licenciadas para Alojamento Local (AL)

O pedido de audição parlamentar, apresentado pelo JPP, ao “Caso Cortel” foi chumbado pelos cinco deputados do PSD, na Comissão de Habitação e Infraestruturas.

O Juntos Pelo Povo pretendia ver esclarecidos os contornos do caso que transformou habitação, construída com apoios públicos, naquela Cooperativa, em Alojamento Local.

Alegando tratar-se de matéria municipal, os deputados do PSD impediram a audição de Cristina Pedra, de Miguel Silva Gouveia, do vereador com o pelouro da Habitação e do presidente da Cortel.

Além da falta de transparência, o chumbo revela dois pesos e duas medidas, pois em situações anteriores, como o caso do Monte e o caso da bomba de gasolina no Caniço, o Partido Social Democrata nunca se coibiu em insistir na audição dos presidentes da Câmara do Funchal e de Santa Cruz.

A falta de Habitação é um problema gravíssimo, que afeta milhares de madeirenses e porto-santenses, e tem levado todos os candidatos às eleições autárquicas de outubro, a avançar com propostas. O Caso Cortel veio expor uma das faces deste problema e o chumbo à audição parlamentar vem impedir a análise do problema pelos deputados da Assembleia Legislativa da Madeira. Como de costume em matérias sensíveis para as suas cores partidárias, o PSD opta pelo registo de opacidade parlamentar, não permitindo o escrutínio dos parlamentares eleitos, menorizando, uma vez mais, o trabalho dos deputados da ALRAM.

O JPP repudia este tipo de comportamento, lesivo de uma das funções dos deputados eleitos que é a fiscalização da governação, seja ela regional, seja local. Como já referido não é inédito os deputados tomarem posição dobre matérias de competência autárquica.

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