No dia 23 de março os nossos concidadãos escolheram os seus representantes. As escolhas estão feitas. Foi a vontade popular. Soberana!
Agradecemos toda a confiança que o povo da Madeira e do Porto Santo depositou no JPP, que passa a maior partido da oposição. Uma oposição forte, construtiva e vigilante é como o adubo para as culturas. A semente tem crescido de forma saudável! Continuaremos a cavar e a escavar uma alternativa política credível, humanista e decente.
O RECONHECIMENTO e a INVEJA LOCALIZADA
Tanto François Fénelon como Voltaire apelaram à civilidade tolerante. E fazemo-la sem hesitar, não deixando, porém, que a mentira se instale em detrimento da verdade.
À exceção do JM (que reconheceu o mérito do nosso projeto, pela positiva), o Diário de Notícias dos grupos SOUSA e AFA, continua no seu estigma pessoalista e pela inferiorização negativa. Observe-se: O JM, o EXPRESSO e demais imprensa nacional salientaram o resultado do JPP como uma linha moderada que emerge fora dos extremos. Ao invés, o DN-M do grupo Sousa, não reconhece esse feito e o mérito. Persegue a expetativa futura, ignorando o presente. Coloca a tónica na superação de novos desafios pela negativa, pelo alcance insuperável, com expressões do tipo “favas contadas”. É a negação obcecada da evidência.
Esta análise serve para introduzir o raciocínio de que a persistente intolerância à evidência produz hipócritas e ressabiados. Lembra-nos o Cardeal madeirense Tolentino Mendonça que a ausência de tolerância pode levar a que as pessoas não consigam sair de si próprias. A lista está a engrossar e a inveja localizada nas cadeiras da direção de alguma imprensa teima em virar obsessão.
OS EQUÍVOCOS
Um facto mal compreendido, estudado, lido ou repetido, gera mimetismo errático. A filosofia socrática afirma que o Homem é o animal que mais imita a si próprio.
Como sabem, não escrevo para os órgãos de comunicação regionais. Fui dispensado de escrever para o Diário do Grupo Sousa, a partir do momento em que passei a elucidar o leitor sobre os verdadeiros donos e interesses de determinados setores económicos regionais. Por isso, considero que hoje a imprensa, de uma forma geral, está económica e politicamente mais controlada do que há 20 anos atrás.
A estratégia de sobrevivência será panfletária e com todas as redes disponíveis. Não há que ter medo de dizer a verdade, com provas e factos indesmentíveis.
Um dos equívocos que os comentadores mais repetem é o de que o JPP nasceu de uma cisão do PS. Errado! Existem pessoas, literatura e bibliografia que corrige essa versão errada da história contemporânea. Até algumas peças jornalistas de imprensa do Continente já elucidaram esse facto. Têm de cultivar a literacia.
Recordo ao Luís Filipe Malheiro e ao Mário Gouveia (ambos já vociferaram o fim do JPP, muito antes do projeto sair da pista), como ao Nicolau Fernandes, ao António Trindade e ao Ricardo Vieira, que estão redondamente errados. Leiam os fatos históricos e não repitam versões apócrifas.
De caminho, uma ajuda. Dos 10 fundadores do JPP, destacavam-se o Filipe Sousa (ex-PS) e o Arlindo Rodrigues (ex-PSD, expulso com a assinatura de Miguel Albuquerque num processo com 350 páginas). Os restantes não tinham nenhuma filiação partidária. São eles: Paulo Alves, Rubina Gomes, Élvio Sousa, Carlos Costa, Anita Nunes, Manuel Ribeiro, entre outros.
Portanto, antes que o mal (e a maledicência) cresça, corta-se a cabeça.
Prosseguimos sem rancores. Todos os dias adubamos a nossa sementeira e a tolerância que dela brota. “Quem te obriga a andar mil passos, vai com ele dois mil” – excerto do Sermão das Montanhas.
Élvio Sousa, Secretário-Geral do Juntos pelo Povo



