Vivemos uma crise global sem precedentes. Estamos perante uma mudança brusca que necessita de respostas urgentes. As alterações climáticas começam a causar impactos, que se têm manifestado de forma catastrófica para os ecossistemas.

É oportuno interpelar a incapacidade que revelamos para reagir de forma coletiva face a esta tendência dramática, mesmo quando é tão manifesta a importância da biodiversidade para o bem-estar e para a própria sobrevivência das comunidades humanas. A realidade é dramática. Exige-se firmeza nas decisões.

A UNESCO/ONU divulgou, recentemente, um relatório designado Plataforma Intergovernamental de Ciência e Política sobre a Biodiversidade e Serviços dos Ecossistemas, que pode vir a consagrar uma agenda global para a conservação da biodiversidade.

O objetivo deste relatório da UNESCO será alcançar um entendimento político equivalente ao do Acordo de Paris, para a biodiversidade. Questiono: Haverá abertura para aceitar outra «verdade inconveniente»?

Atualmente, quase todos os países concordam que devem ser tomadas medidas para evitar uma catástrofe ambiental. Infelizmente alguns países mais industrializados (G8) não acreditam nos relatórios sobre as alterações climáticas e ameaçam, inclusive, (como os EUA) não respeitar o Acordo de Paris.

Em Portugal está traçado um Plano Metropolitano (Lisboa) de Adaptação às Alterações Climáticas. No plano ficarão definidas medidas concretas de adaptação porque os cenários climáticos de médio e longo prazo indicam que vão sofrer graves prejuízos com as alterações climáticas.

Na Madeira e no Porto Santo, sabe-se apenas que o observatório CLIMATT – Madeira – impactos vulnerabilidades e adaptação às alterações climáticas – tem alertado e debatido as causas e possíveis consequências, sem que se conheça, à data, medidas e projetos concretos para minimizar os impactos das alterações climáticas.

A urgência do debate e da revisão dos Planos de Ordenamento do Território é um imperativo político. Assumir medidas políticas acertadas e com firmeza garante no mínimo, um futuro mais sustentável e seguro. Na verdade, sem a revisão dos instrumentos de gestão e planeamento territorial (PDM, POOC, POT, que integram o plano geral: POTRAM), maior será a probabilidade dos impactos das alterações climáticas, a médio longo prazo, provocarem danos irreversíveis nos ecossistemas, na biodiversidade, mas sobretudo, na qualidade de vida e sobrevivência dos seres vivos.

Daí a importância das campanhas de sensibilização no âmbito da Educação Ambiental e de todas a formas de consciencializar a opinião pública, sobretudo os mais jovens, para as grandes problemáticas em torno das alterações climáticas e da preservação da biodiversidade e dos ecossistemas. Trata-se de um imperativo de cidadania para a construção de uma sociedade democrática e ecologicamente saudável.

CARLOS COSTA
Deputado do JPP na Assembleia Legislativa da Madeira

 

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