Na conferência de imprensa desta manhã na Assembleia Legislativa da Madeira, o deputado do JPP, Paulo Alves, denunciou a má qualidade, a insuficiência e a falta de diversidade da alimentação que é fornecida nas escolas públicas do 1.º ciclo da Região Autónoma da Madeira.

Esta é uma situação já denunciada pelo JPP em 2017, tendo resultado num projeto de resolução que recomendava ao Governo Regional “maior fiscalização” na alimentação das crianças” tendo sido chumbado pela maioria PSD uma vez que, de acordo com o Secretário Regional da Educação, não havia problemas com a questão da alimentação nas escolas.

O que se verifica é que “a situação não está resolvida, muito pelo contrário”. Várias têm sido as denúncias de “profissionais do ensino” o que comprova o “não cumprimento do caderno de encargos por parte da empresa que fornece a alimentação nestas escolas”, reforçou o deputado. E esta é uma situação que se verifica “tanto ao almoço, como aos lanches”.

Paulo Alves salientou alguns exemplos: “massa que é servida, consecutivamente, durante vários dias da semana, a proteína que não atinge os valores mínimos necessários para as crianças, lanches que apenas integram bolacha maria, algumas vezes até sem leite” comprova a falta de equilíbrio nutricional necessário, “principalmente nesta fase do crescimento”.

Outra situação é o não cumprimento da ementa o que “coloca em risco algumas crianças por especificidades alimentares que estas possam apresentar”, além da quantidade dos alimentos que é “manifestamente, insuficiente”.

O deputado lembrou o compromisso da introdução de alimentos agrícolas regionais nas escolas e frisou a mais-valia da qualidade dos produtos bem como da diversidade que iria proporcionar às ementas que é “fundamental numa alimentação equilibrada”.

Paulo Alves concluiu salientando que o JPP irá apresentar, novamente, um projeto de resolução que recomendará ao Governo Regional, nomeadamente à Secretaria Regional da Educação, que fiscalize esta situação fazendo cumprir o respetivo caderno de encargos para “o bem das nossas crianças”. O deputado frisou ainda a necessidade de responsabilizar as direções executivas que têm competências nesta matéria (fiscalização/acompanhamento e comunicação de anomalias à Secretaria Regional, por via da Direção Regional de Planeamento e Recursos Educativos).

“Esta é uma situação que não se esgota na educação. Os problemas associados à obesidade infantil merecem toda a atenção dos Governos sendo a questão da alimentação das escolas, um exemplo disso mesmo”.

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