Já terminou o prazo para Miguel Albuquerque entregar as faturas em falta com as despesas em falta na viagem de 9 dias realizada à Venezuela.
O Presidente do Governo Regional, numa opacidade persistente, continua a não facultar as informações em falta requeridas pelo JPP, mesmo após ter sido obrigado por sentença judicial no passado dia 10 de novembro.
Recorde-se que as faturas e documentos relacionados com esta viagem ainda não foram fornecidos na sua totalidade, obrigando o JPP a recorrer, novamente, para o Tribunal Administrativo e Fiscal do Funchal, tendo sido dada razão, uma vez mais, ao Juntos pelo Povo. Deste modo, as faturas e comprovativos dos artistas que acompanharam a comitiva de Albuquerque à Venezuela, assim como os bilhetes referentes à viagem entre Madrid e Caracas do Presidente do Governo e da sua esposa, continuam por entregar.
O JPP lamenta que o Presidente do Governo não seja tão célere em prol da transparência e da informação à população como foi na contratação do advogado Guilherme Silva, a peso de ouro, numa aparente tentativa de obstruir o acesso do JPP a estes documentos.
Para o JPP é intolerável o número de interrogações que acompanham todo o processo desta viagem à Venezuela e Curaçau, desde a sua organização, com a contratação da empresa RAMEVENTOS, vinculada ao Grupo Sousa e ao Diário de Notícias, numa despesa superior a 130 mil euros, ao invés de ter sido coordenada com recursos do próprio Governo Regional. Merece ainda destaque o facto de o concurso em questão ser objeto de alegada irregularidade, uma vez que se verificou a emissão das passagens aéreas nove dias antes da adjudicação do serviço à empresa.
Pode consultar a sentença aqui.



