Em conferência de imprensa esta manhã na Assembleia Regional, o deputado do Juntos pelo Povo, Rafael Nunes, volta a acusar Miguel Albuquerque de montar um governo com base numa mentira.
Para o vice-presidente do grupo parlamentar do JPP “o autor desta situação de instabilidade tem um nome: chama-se Miguel Albuquerque – que nos últimos anos tem levado a Madeira, de crise em crise, de instabilidade em instabilidade. Primeiro retirou do Parlamento a proposta de Orçamento para este ano quando já tinha discussão agendada entre 6 a 8 de Fevereiro – fê-lo propositadamente quando sabia que a sua decisão ia provocar instabilidade e incerteza nas famílias e nas empresas”, vincou.
O parlamentar relembrou que “o JPP alertou para as consequências desta decisão. Avisamos que era necessário aprovar o orçamento antes da queda do Governo, que uma demissão antes da aprovação do orçamento iria colocar a região numa crise política ainda mais profunda. Miguel Albuquerque não quis saber e pensou unicamente nos seus interesses pessoais e políticos, batendo com a porta na cara dos madeirenses”.
Rafael Nunes, face à campanha de medo e de promoção do caos e pânico na sociedade por parte do Governo Regional, tranquilizou os madeirenses e porto-santenses, desmascarando toda esta situação quando afirma que “as obras não vão parar, não haverão despedimentos, os salários vão continuar a ser pagos, os clubes não vão fechar, as instituições sociais não vão paralisar. E prova disso, são as decisões do Conselho de Governo dos últimos dias. Existem contratos-programa com Casas do Povo, contratos com associações, contratos e apoios para o Rally. Até investimentos de milhões de euros em Robots Cirúrgicos. A Madeira não parou e a Madeira não parará!”.
O deputado do JPP finalizou dizendo que “todos estes factos à mistura com muita trapalhada e incompetência, levam-nos a uma conclusão óbvia, mas muito grave: Miguel Albuquerque montou um Governo como um castelo de cartas, sob um embuste, quando foi garantido que existiriam condições para aprovar o programa de governo. Como se viu, essa garantia não existiu e por isso caiu esta mentira que foi passada aos madeirenses e porto-santenses”.



