Albuquerque é Presidente ou vendedor de casas para ricos?

Foi na atividade desta manhã, no Funchal, que Élvio Sousa abordou um dos temas mais importantes para as famílias madeirenses, neste momento.
O líder do JPP falou da notícia de ontem em que “Miguel Albuquerque surpreendeu todos os madeirenses ao informar que um T1, a custos controlados no Funchal, irá custar 160 mil euros. Como 160 mil euros para um T1?”, indagou. 
Para o cabeça de lista, “torna-se ainda mais grave quando se sabe que o  terreno é do Governo e que 30% abaixo do valor de mercado, para um apartamento de 60m2, dá um preço de venda de 2.666/m2, com preços a escaldar e bem acima dos custo de construção”, salientou.
Relembra-se que o objetivo de um governo não é obter lucro com a venda de habitação mas sim vendê-la a preço de custo, um preço que uma família madeirense trabalhadora de classe média e média-baixa consiga pagar através de crédito habitação. O presidente do governo parece gerir o tema da habitação como se de um negócio se tratasse”, destacou.
Para Élvio Sousa, “é revoltante quando o próprio Albuquerque, que já perdeu a noção da realidade há muito tempo, além de carregar mais impostos (IVA a 22% e ISP dos combustíveis) anda a atirar areia para os olhos dos madeirenses. Afinal, ele é presidente ou vendedor de casas para ricos?”, interrogou o parlamentar.
O cabeça de lista reforça a necessidade de incentivar a natalidade, “numa Região onde temos cada vez menos crianças. Se um T1 está a preços escaldantes e com os ordenado médio das famílias, sobretudo dos casais jovens, onde vão colocar o berço dos filhos? Como se pode incentivar a natalidade com estes preços a escaldar para apenas um T1?”, reforçou.

“O que a Madeira precisa é de preços competitivos e recorde-se que para estes valores, estão a ser usadas verbas da Bazuca e a suportar os 30%, o que torna tudo isto ainda mais grave e incompreensível. Mesmo assim, um T1 a custar 160 mil euros, é fazer favores a construtores ricos. Isto tem de ser investigado e auditado”, salientou o cabeça de lista e líder do JPP que tem encabeçado os dossiers de fiscalização ao Governo Regional.

“A Madeira necessita de mais oferta pública, sim, a preços reduzidos para então regular o mercado, precisa de créditos bonificados para os jovens, e definição de áreas de potencial urbanístico e celebração de contratos programa com todos os municípios”, concluiu Élvio Sousa, 

Partilhar: