Enquanto não forem implementados mecanismos diferenciadores para acesso à habitação por parte das famílias açorianas, irá persistir a escassez de oferta e os preços impraticáveis para o bolso dos residentes na Região, referiu Carlos Furtado coordenador político do JPP Açores.
Nos Açores são centenas as famílias a aguardar resposta pública de habitação, uma situação estranha no contexto do que é tradicional nos Açores, uma vez que na Região tradicionalmente as pessoas compravam ou construíam as habitações para viver.
As regulamentações a que estão expostas as construções e reabilitações oneraram exponencialmente o preço médio da construção, neste cenário os preços praticados tornaram-se proibitivos para a maioria das famílias açorianas.
O “desenho” do PRR habitação não está a contribuir para a solução, a alocação de fundos é esmagadoramente atribuída à habitação pública, deixando pouquíssimos recursos para as famílias que querem construir ou reabilitar as suas habitações.
A exclusão de parcerias com privados, no objetivo de se construir em quantidade e em tempo recorde, está claramente a mostrar-se uma estratégia falhada, daqui por dois anos teremos pouco mais habitações do que as existentes e, entretanto, deixaremos de ter acesso a este mecanismo europeu.
Não foram devidamente equacionados processos construtivos mais céleres, com vista a se poder atingir as metas e marcos necessários, o processo, neste momento, está irremediavelmente comprometido.
A ineficácia dos políticos e das políticas está à vista de todos, basta estás atento ao que se realizou em matéria de habitação nos últimos 10 anos nos Açores.
Carlos Furtado, encara com muita preocupação esta situação, uma vez que a indisponibilidade de habitação a preços adequados ao bolso das famílias açorianas, é um forte contributo para a desertificação das ilhas e o envelhecimento da população.
À solução governativa que resulte das próximas eleições caberá resolver este grave problema, mas lamenta-se que nem de um lado, nem de outro há sinais claros de sabedoria para a resolução da situação.
O JPP acredita que na próxima legislatura dará um forte contributo para este grave problema, onde se disponibiliza para encontrar soluções eficazes e concretas para a habitação nos Açores.
Carlos Furtado – coordenador político do JPP Açores



