A economia da RAM está presa a vários monopólios, nos mais variados setores importantes

Como perto de 98% do que consumimos é importado via marítima, é fundamental trazer concorrência para o setor, para isso existem duas formas:

1 – Trazemos um NOVO player económico com o seu próprio transporte marítimo e passamos a ter o mínimo de concorrência no transporte marítimo e mais alguma no retalho, como poderia ser o exemplo do LIDL, mas para isso era preciso reunir esforços municipais e regionais para perceber o plano de negócios da cadeia de supermercados e acomodar o mesmo à nossa realidade e condicionantes (tal como já foi feito ao longo da história regional, por exemplo no famoso Savoy”).

2 – Declarar que estamos receptivos à entrada de um ferry na RAM, mas não para fazer apenas a ligação RAM-Portugal Continental, mas sim para aproveitar os vários ferries que passam ao largo das nossas costas em direção a Huelva ou Canárias. Para isso teríamos de ter um cais que permita a atracagem de ferries com mais de 150m e/ou 30m de boca e um terrapleno de apoio, isto tudo no Funchal com fácil acesso à nossa Via Rápida, isto porque a viabilidade comercial de tal ligação assenta no transporte de mercadoria durante todo o ano!

Ora, do pico da inepcia deste executivo PSD, nada disto tem sido feito, NADA!

Antes pelo contrário, têm sido criadas barreiras desnecessárias ao desenvolvimento da nossa economia, impedindo que acima de tudo tenhamos MAIS PODER DE COMPRA.

É com mais poder de compra que decidimos:

– Se melhoramos a nossa qualidade de vida,

-Se poupamos para futuros mais difíceis,

-Se investimos para antecipar a reforma,

-Se ficamos cá ou emigramos,

-Acima de tudo, temos liberdade, liberdade para decidir, com calma sem a pressão de como vamos sobreviver amanhã, ou para a semana!

Basta de promover a subsidiodependência, que mantém o povo num garrote de apoios governamentais, é preciso dar poder de decisão ao povo e para isso é preciso permitir a criação de mais riqueza e que esta seja distribuída de forma justa por quem trabalha por ela.

Enquanto andarmos de mão estendida, apenas a tentar sobreviver e continuarmos a ver os nossos melhores, que não se contentam com esta miséria e recusam a servir o clientelismo e compadrio que mina a nossa sociedade a zarpar para terras melhores, não vamos conseguir abrir os olhos e escorraçar esta “garotagem”, que usa os madeirenses apenas como veículo para legitimar as negociatas que querem fazer e que nos prejudicam…

Enquanto os madeirenses aceitarem que são apenas “patas rapadas” que têm de jogar a sua roupa em frente dos fidalgos, para que entrem na igreja sem sujar as botas…

Enquanto o madeirense normalizar que ambos num casal trabalham e ainda assim SÃO POBRES…

Vamos ter aquilo que merecemos, um PSD-Madeira a se servir em vez de nos servir.

É tempo de mudança madeirenses! ABRAM OS OLHOS!

Leonardo Reis

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