A Unidade de Medicina Nuclear foi inaugurada a 11 de setembro de 2013, visando assegurar uma assistência ao mais alto nível paralelamente ao estabelecimento de acordos de investigação com universidades de renome nacional e internacional.
Inicialmente, e após a finalização da construção da instalação radiológica e da contratação de profissionais especializados, deu-se início à prática de Medicina Nuclear convencional que não obrigasse à importação de matérias radioativas.
Com o passar do tempo e com o subaproveitamento destas instalações, reinou a curiosidade dos cidadãos e dos meios de comunicação social, paralelamente ao desenvolvimento do trabalho de fiscalização dos deputados regionais. De uma forma ou de outra, a sociedade madeirense tomou conhecimento de toda a situação em redor dos atrasos na construção e no licenciamento das instalações e da possível existência de lobbies privados aos quais não convinha o funcionamento desta Unidade.
O Serviço de Medicina Nuclear teve um custo aproximado de construção e instalação de equipamentos na ordem dos 1.35 milhões de euros, comparticipados a 85% pelo União Europeia, traduzindo-se num investimento hospitalar de apenas 200 mil euros. Com o seu funcionamento, os exames ficariam mais baratos no público devido à rede de comparticipação hospitalar e haveria um impacto desta atividade na redução dos óbitos resultantes de neoplasias malignas devido ao melhor estadiamento dos pacientes.
Anos após a inauguração, o Ex-secretário Regional da Saúde, Dr. Faria Nunes, trouxe à região representantes do Colégio de Medicina Nuclear para a produção de um Relatório de Avaliação das condições que dispõe a Unidade de Medicina Nuclear do Hospital Dr. Nélio Mendonça, assim como a produção de parecer sobre os modelos mais adequados para o seu desenvolvimento futuro.
Este relatório, disponibilizado aos grupos parlamentares durante a discussão do ORAM 2017, comprova que o serviço dispõe da necessária licença de funcionamento, concedida com base na avaliação das condições de segurança radiológica da instalação e comprova ainda que o mesmo reúne os equipamentos técnicos adequados à prática da especialidade com os mais elevados padrões de qualidade.
Embora esteja previsto que daqui a vários anos teremos um novo hospital e consequentes novas instalações, importa hoje colocar ao serviço da população as instalações já prontas e de suma importância e contributo para uma melhor prestação do serviço público de saúde. Sublinho ainda a importância de se sensibilizar a comunidade médica para as novas tecnologias associadas ao trabalho desenvolvido pela medicina nuclear, com vista a absorver ao máximo as potencialidades de terapêutica e diagnóstico desta especialidade.
O JPP visitou as instalações da Unidade de Medicina Nuclear do Hospital Dr. Nélio Mendonça e pôde aferir da sua qualidade e subaproveitamento. Seguiu-se a recomendação da sua ativação, através da ação dos deputados do JPP na Assembleia Regional, proposta essa que a maioria PSD chumbou ontem e a qual nunca chegará ao Governo Regional, governo esse que é reativo, ou seja, que marca agenda consoante o trabalho desenvolvido pelos partidos da oposição.
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