2025 está à porta! O JPP comemorará 10 anos de existência enquanto partido político. Na sua curta História, traz um currículo invejável ao nível do exercício cívico de Movimento de Cidadãos e, depois, enquanto um dos maiores partidos da Oposição na Região Autónoma da Madeira.
O próximo ano traz novos cenários e reforço dos projetos existentes. Estaremos expectantes perante a possibilidade de transformação no contexto do Governo Regional da Madeira, sabendo que é agora ou nunca que os destinos da Madeira mudam de mãos e o combate à corrupção pode percorrer mais uns passos numa matéria cujos processos em investigação são densos e altamente subjetivos.
Do que podemos ter certeza é que 2025 trará novas caras à liderança de várias autarquias da região. Serão Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais com novas equipas, numa lufada de ar fresco que é sempre benéfico e combate vícios, nem sempre salutares, de quem está há muito tempo num lugar de decisão. Recordo que o JPP defende a limitação de mandatos porque a rotatividade é sempre positiva e os projetos políticos são propriedade dos partidos que os implementam através dos seus eleitos, legitimados enquanto candidatos pelos órgãos nacionais do partido.
É com orgulho que acompanho o processo de escolha do próximo cabeça-de-lista à Câmara Municipal de Santa Cruz, a Câmara que é o bastião do JPP, junto com todas as suas Juntas de Freguesia e que, sem elas, nunca alcançaria os resultados que reuniu ao longo dos últimos anos. O trabalho de proximidade, do autarca no terreno, não tem paralelo em termos de conhecimento de causa e resposta atempada ao problema. É esta a marca do JPP, é esta a postura que faz o santacruzense confiar em nós, ano após ano.
Ao contrário de 2013, em que as equipas que iniciaram funções não tinham qualquer experiência na política autárquica (à exceção do Presidente da Câmara), hoje perfilam-se, enquanto potenciais candidatos, três versados autarcas, todos da mesma equipa que trouxe Santa Cruz ao patamar de excelência que é hoje. Assim, encaro este processo com ânimo, sabendo de antemão que o candidato escolhido, seja ele qual for, é competente para o cargo, ficando apenas a preocupação com a qualidade da equipa da vereação que irá escolher.
Assim, parece-me importante refletir sobre determinadas premissas que estão subjacentes à fundamentação das moções apresentadas e que, eventualmente, as enriquecem ou empobrecem. Assim sendo, consideremos que:
- As candidaturas espontâneas que foram apresentadas aos militantes são todas elas “naturais” pois reúnem perfis de autarcas que construíram um percurso, a maioria, na primeira escola, a Junta de Freguesia, e que têm toda a legitimidade em quererem seguir o caminho natural dos políticos bem-sucedidos;
- O conceito de “legitimidade política” requer a conquista do poder através de eleições democráticas e a manutenção do apoio público, respeitando os princípios democráticos e constitucionais;
- O conceito de “capital político” divide-se em capital político reputacional (refere-se à credibilidade e confiabilidade de um político e é acumulado através da manutenção de posições políticas e visões ideológicas consistentes) e capital político representativo (acumulado por meio de experiência, antiguidade e atuação em cargos de liderança);
- O conceito de “rutura total” com projetos em vigor seria equivalente a perda de um município para partidos da Oposição, mas, graças ao trabalho desenvolvido ao longo dos anos, todos os candidatos são da mesma equipa, não havendo rutura, mas sim continuidade, fruto da experiência acumulada e com objetivos em conformidade com as políticas do JPP;
Após estes considerandos, resta-me observar que os militantes de Santa Cruz têm nas mãos uma escolha difícil e, em última instância, a Comissão Política Nacional do Partido. Saúdo todos os envolvidos, nomeadamente os que mantiveram o processo de escolha como processo interno, conforme recomendações do Secretário Geral, e que, de forma serena, aguardam pelas decisões finais. Élia, Milton e Paulo, obrigada pelo vosso contributo e pela vossa disponibilidade em manter o JPP à frente dos destinos de Santa Cruz!
Patrícia Spínola, vice-presidente do Grupo Parlamentar do JPP
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