Querido Menino Jesus…

[et_pb_section][et_pb_row][et_pb_column type=”4_4″][et_pb_text]Querido Menino Jesus, escrevo-te estas linhas solicitando a realização de alguns dos nossos desejos. Compreendo que o Pai Natal também pudesse ajudar nesta demanda mas, da última vez que falei com ele, avisou-me logo que não faz milagres, daí estar a recorrer a ti na esperança que ilumines e protejas o povo madeirense e porto-santense.

Sabes, os nossos meninos e meninas que estudam no continente querem vir a casa passar o Natal em família, como qualquer pessoa que está distante dos seus e necessita do calor e afeto que esta época propicia, mas muitos não o conseguem fazer porque as viagens de avião custam “os olhos da cara” e a retoma da ligação marítima para a Madeira nunca passou de propaganda. Vê lá se acendes uma luz no gabinete do Secretário Regional do Turismo e Cultura, a ver se passa a enxergar o que toda a gente já viu e o povo só tenha a pagar os tais euros que lhe couber, sendo o resto tratado entre as empresas de transporte aéreo e o Governo Regional.

Peço também que protejas de todo o mal a nossa população e que evites que a mesma ponha os pés nos nossos hospitais, pelo bem de todos nós. Aos doentes, que se tratem depressa, fugindo dos corredores apinhados do Serviço de Urgência e ao frio das macas sem roupa para os aquecer ou uma refeição adequada que os console. Dá força a todos os recursos humanos a exercer na área da Saúde que, dentro das ruturas de Stock de medicação, material e equipamento de trabalho, dão o seu melhor, esquecendo as suas próprias necessidades.

Olha às crianças e jovens das nossas escolas, que necessitam de apoio educativo individual num caminho que se espera de diferenciação pedagógica efetiva, para além das crianças com necessidades educativas especiais, cuja assistência nunca será demais. Dá estabilidade à vida profissional dos professores para que estes, como consequência direta, possam exercer, na sua melhor forma, as funções para que se formaram. Os professores não são nómadas nem os alunos são peões num jogo onde o xeque-mate nunca deverá ser financeiro.

Estende a mão aos nossos turistas para que não sofram mais acidentes nas cativantes levadas pois não haverá ecotaxa regional que justifique sistemática falta de segurança e consequente perda de vidas humanas. Lembra-te dos regantes que agradecem a chuva com que nos tendes brindado, já que as levadas estão rotas e as indemnizações não existem sobre este serviço previamente pago. Abraça os pescadores para que não caiam ao mar e os fiscais não confisquem o peixe da boca dos seus filhos.

Querido Menino Jesus, em 2017, livra-nos da fúria das labaredas e da força das águas. Acalma os corações daqueles que ainda choram as últimas perdas. Guia os futuros autarcas em projetos sociais e humanos, com a sensatez própria de quem administrará dinheiros públicos, através de verdade e transparência. Peço muito, como as crianças, pois pedir nunca custou nada. Boas Festas!

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