São mais de 17 mil idosos em risco de pobreza na Região Autónoma da Madeira (RAM), com baixas reformas e pensões, mas o Complemento Regional para Idosos (CRI) apenas chega a 2400, ou seja, 14% dos nossos idosos.
Esta situação demonstra a falta de capacidade e eficiência do Governo Regional em responder às necessidades dos nossos idosos, ao contrário do que tem sido apregoado pelo PSD/CDS. Inclusive, todo o processo de candidatura é extremamente burocrático e centralizado o que, para o JPP, torna-se num bloqueio aos direitos destes cidadãos que na sua idade ativa foram o verdadeiro motor de desenvolvimento da Madeira e do Porto Santo.
Não podemos esquecer que muitos dos idosos da Região têm baixas habilitações e dificuldades em dominar as ferramentas informáticas, havendo mesmo um grande número que não tem computador ou internet em casa. Como quer o Governo de Miguel Albuquerque responder a todos os idosos que realmente precisam?
Sabemos que os apoios aos idosos não se esgotam na ajuda financeira, mas o crescimento do custo de vida que se vive na Região, a manutenção dos impostos mais elevados das regiões insulares, os baixos rendimentos e as dificuldades naturais em viver numa região ultraperiférica tornam o reforço financeiro do CRI uma prioridade.
E foi essa a proposta do JPP, apresentada e discutida na Assembleia Legislativa da Madeira, para que o CRI fosse atualizado para o valor mínimo de 100 euros por mês. Infelizmente, a proposta foi chumbada pelo PSD/CDS com a ajuda do PAN cuja prioridade deixou de ser o apoio aos idosos passando a ser uma questão de paternidade da proposta.
A maior pluralidade parlamentar que se assiste nesta legislatura, com o PAN a ter um papel determinante, infelizmente, não serviu os verdadeiros interesses da população, com prejuízo para os nossos idosos onde 24,5% vivem em risco de pobreza e de exclusão social.
Lina Pereira, deputada do JPP
Foto ALRAM



