Política de proximidade

Invocada por muitos, praticada por poucos, a política de proximidade é, sem dúvida, um conceito que está na ribalta.

Em ano de eleições autárquicas, é visível um comportamento atípico dos intervenientes políticos no panorama regional do arquipélago da Madeira. Estes intervenientes desdobram-se numa atitude forçada para saírem dos seus gabinetes e aparecerem junto do povo como se isso fosse a prática que sempre tiveram, quando é por demais reconhecido que apenas o faziam em período de campanha eleitoral. Partidos políticos do arco da governação e da oposição dita tradicional, que fazem parte da esfera do poder, há tantos e tantos anos querem passar a ideia de que estão em sintonia com o povo e, agora, passeiam-se numa feira de vaidades, competindo freneticamente para ver quem faz melhor pose ao lado de slogans esgotados e/ou reagindo a ideias e propostas alheias, apresentando-as com novas roupagens, quase em desespero, como sendo suas, e tentando promover uma conduta imaculada.
Será este comportamento a política de proximidade?

A política de proximidade teve uma repercussão que começou com um movimento de cidadãos e sabiamente se tornou um partido político para se imiscuir em interesses instalados e que dá pelo nome de Juntos pelo Povo. Esta verdadeira política de proximidade trouxe o reconhecimento da população, relativamente ao método de ação e de conduta praticado pelos autarcas, deputados, e demais cidadãos militantes e simpatizantes do Juntos pelo Povo, causou e causa incómodo às outras forças políticas, obrigando-as a reagir numa tentativa frustrada de mostrar aquilo que na realidade não são e não praticam.

Quanto ao Juntos pelo Povo, o retorno expressivo que obteve nas urnas por parte da população eleitora que, nos pequenos gestos quotidianos de acompanhamento e encaminhamento de situações, se sentiu provida de recursos anteriormente não disponibilizados e com muitos dos seus problemas resolvidos, torna cada vez mais aliciante e motivador o seguimento desta política. O JPP marcou pela diferença e fê-lo no caminho certo. Também importa lembrar que por mais que se queira, não é possível resolver tudo, mas o dar a cara de forma assídua, cria laços de confiança que permitem a explanação e a compreensão por parte dos que governam e dos que são governados.

Voltando ao assunto “eleições”, resta-me dizer que, como militante deste projeto, devidamente identificado com as linhas de ação concertadas e praticando a verdadeira política de proximidade, tenho plena confiança do reconhecimento, uma vez mais, por parte da população.

JOÃO CÉSAR ALVES
Assistente Operacional

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