Onde andam os bitcoins de Albuquerque?

A questão colocada por Élvio Sousa, líder e candidato do JPP às eleições regionais, recordou o modelo de governação despesista desta coligação PSD/CDS, relembrando a viagem do presidente do Governo a Miami, numa atividade que decorreu, esta manhã, em Machico.

“Numa altura em que a economia regional carece de diversificação, onde a inflação está a devorar os rendimentos da classe média que luta por acesso a um preço de habitação compatível com os rendimentos e o aumento das taxas de juros, Miguel Albuquerque foi a Miami, participar numa Convenção onde gastou mais de 26 mil euros do contribuinte, o equivalente a 37 salários mínimos, para não falar dos 100 mil euros gastos num estudo sobre criptomedas que ninguém conhece”, destacou Élvio Sousa.

“Na prática e apesar da propaganda ao serviço da Quinta Vigia assinalar as vantagens dessa viagem, recordo que, ao mesmo tempo que Albuquerque foi apelar aos investidores internacionais das moedas virtuais para o desatino de utilizarem a Região, porque não pagariam impostos na Madeira, ele próprio comprometeu os madeirenses e a própria credibilidade institucional do Governo ao afirmar o seguinte: «como presidente do Governo da Madeira eu acredito no futuro e acredito na BITCOIN»”, recordou o também líder parlamentar do JPP.

“O que se tem assistido é a queda abruta e o perigo daquela moeda virtual desestabilizar mercados estáveis, pois nos últimos tempos a Biticoin caiu «a pique» com problemas de credibilidade e volatilidade”, salientou o parlamentar.

“Onde pairam os bitcoins de Albuquerque perante uma conjuntura de mais 74 mil madeirenses em risco de pobreza, do IRS da classe média a 15% de diferencial, quando poderia estar a 30%, do custo do gás 10 euros superiores aos Açores e do madeirense a receber menos 13 euros por mês de salário mínimo que um açoriano? Vai Albuquerque cobrir a diferença em bitcoins?”, indagou, em forma de conclusão, Élvio Sousa.

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