Ainda mal refeitos duma campanha eleitoral dura, desgastante e eis que regressamos a mais um período eleitoral provocado, uma vez mais, pela instabilidade reinante nos chamados Partidos Tradicionais. Se não é o António Costa, é o Miguel Albuquerque e, como se não bastasse, juntou-se à prole Luis Montenegro. Tem sido um atrás do outro e toda essa suspeição não credibiliza a Política nem os agentes sociais que sustentam essa mesma Classe Política.
Mas, venha a verdade, o sistema está montado de tal forma que não podemos ignorar a Política, os Partidos e as pessoas que, supostamente, deveriam assumir as responsabilidades inerentes aos diferentes cargos que ocupam. A ética e a verticalidade que definem o Ser Humano tem de ser transversal à própria função que cada um de nós desempenha. E vem isso a propósito do dever que cada um de nós deve exercer para corporizar o direito ao voto.
É através do VOTO que a nossa VOZ ecoa nos corredores da DECISÃO. É através do VOTO que eu, tu, nós podemos fazer a diferença e permitir que novas figuras subam ao Palco da Assembleia da República. Contribuir para devolver à Casa da Democracia a dignidade política que ela merece.
É comum ouvirmos dizer que a melhor arma é a caneta, tal como nos lembra Malala YousaFzai, mas a virtude está em saber usar essa mesma caneta. De que serve segurar na “arma” se não soubermos “disparar” na direção certa?
No dia 18 de maio, os madeirenses e portossantenses têm uma nova oportunidade de reescrever a História, tal como o fizeram recentemente ao validar o JPP como segunda força política na Região, sinal da confiança que depositam neste Projeto. E o Peso desta Decisão é proporcional ao Peso da Responsabilidade que Filipe Sousa e a sua Equipa pretendem ter em Lisboa. É preciso que a Voz das Ilhas se faça ouvir no Hemiciclo Nacional. É preciso que a Assembleia da República possa experimentar uma nova forma de estar na Política. É preciso que o país tenha oportunidade de confirmar a importância que um Partido Regional (mas de expressão nacional) terá na tomada de decisões.
Somos todos responsáveis pelo país que temos, pois está nas nossas mãos eleger os deputados à próxima Legislatura Nacional. Seremos responsáveis por fazermos a nossa escolha, mas também seremos responsáveis por alimentar a abstenção. E a desculpa esfarrapada de que estamos fartos (de eleições, dos políticos, da corrupção) não pode servir de atenuante.
“O voto não é apenas o exercício da cidadania e democracia. O voto é o exercício de um poder.” – Fernando Scheuermann
José Carlos Mota
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