Assistimos, com profunda tristeza, a mais uma crise de integridade, confiança e suspeitas que culminaram com a queda de um novo Governo Constitucional em Portugal.
Tal como na Madeira, as sombras das suspeitas de corrupção mancham a confiança institucional numa figura central da ação política que, ao invés de permitir o esclarecimento de qualquer dúvida, preferiu criticar a “invocação abusiva” do escrutínio e da transparência.
Tal como na Madeira, estamos perante um governante agarrado ao poder que, num jogo de cadeiras sem precedentes, mina a credibilidade das instituições democráticas, contribui para a erosão da confiança dos cidadãos no regime democrático e arrasta para a lama a reputação do próprio PSD.
Tal como na Madeira, mantém-se uma lamentável cultura de segredo e ocultação de alguns titulares de cargos públicos, sempre muito lestos a colocar em causa a legitimidade das investigações com os préstimos indisfarçáveis de alguma comunicação social.
Com vergonha alheia, assistimos a este cenário de instabilidade criada por malabarismos, recheado de esquemas, truques e jogos de poder, num pensamento que traz à memória a dimensão retórica na política de “O Príncipe”, de Maquiavel.
E enquanto estas suspeitas de corrupção e falta de transparência mergulham a ação política numa espécie de tempestade “Jana”, os cidadãos continuam à espera de respostas para os desafios reais do dia a dia.
Mas este é o momento de olhar em frente… e sem medo de mudar!
É tempo de romper com os vícios que assombraram os últimos meses: suspeitas de corrupção, prevaricação e abuso de poder. É urgente pôr fim ao sistema de subsistência das “clientelas políticas”, que apenas serviu para engrossar a dívida pública e impedir a tão necessária redução da carga fiscal sobre quem trabalha.
Não é por acaso que os suspeitos do costume estão mais preocupados em travar a mudança representada pelo JPP do que em apresentar soluções reais para a Região. Ao longo da nossa trajetória política, demonstrámos que privilegiamos a ação em detrimento da retórica. E essa postura diferenciadora permitiu-nos fazer política de forma diferente e inovadora, tanto nas autarquias como no Parlamento Regional, onde somos amplamente reconhecidos como a principal força da oposição.
Hoje, o JPP orgulha-se da experiência acumulada e está pronto para dar um passo decisivo na resolução dos problemas da Região, trazendo um horizonte de esperança aos Madeirenses.
Estamos prontos para dar resposta ao colapso do sistema de saúde, onde a falta de profissionais, equipamentos e medicamentos condena milhares de madeirenses a esperas intermináveis para consultas e cirurgias.
Estamos prontos para enfrentar uma crise habitacional sem precedentes, garantindo que jovens e famílias de baixos rendimentos tenham acesso a uma habitação digna.
Estamos prontos para revitalizar o mercado de trabalho, assegurando uma valorização salarial justa, essencial para a dignidade e motivação profissional.
Estamos prontos para negociar uma solução eficaz para os transportes, restabelecendo a ligação marítima com o continente e pressionar a redução dos preços absurdos das viagens aéreas que penalizam os Madeirenses e Porto-Santenses.
Estamos prontos para reafirmar o setor primário regional, criando condições para que pescadores e agricultores possam gerar rendimento e riqueza de forma sustentável.
Mais do que nunca, este é o momento de apostar num partido que defende genuinamente o interesse público. Um partido que luta por justiça, que coloca como prioridade a redução da dívida pública, a valorização do trabalho, a melhoria da qualidade de vida da população e a garantia de direitos fundamentais como habitação, saúde, educação, ambiente e um serviço público de excelência.
Este é o momento de escolher um partido da Madeira. Um partido que não tem vergonha de ser Madeirense, que defende a madeirensidade sem subserviência a Lisboa, sem interesses instalados e sem amarras a um passado que nos envergonha.
O Futuro está, novamente, nas mãos de todos nós. Estejamos todos prontos para a mudança que se avizinha!
Rafael Nunes, vice-presidente do Grupo Parlamentar do Juntos pelo Povo
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