A candidata do Juntos Pelo Povo (JPP) à presidência da Câmara Municipal do Funchal realizou este sábado “uma viagem inédita” pelas dez freguesias do Funchal, na presença dos candidatos à vereação, à Assembleia Municipal e Juntas de freguesia, para expressar “a governação de proximidade às populações de todo o concelho”, modelo que espera por em prática se a 12 de outubro os eleitores confiarem no JPP, anunciando que pretende realizar reuniões trimestrais com as juntas de freguesia.
Ainda no início da viagem deste sábado, Fátima Aveiro explicou que em junho havia percorrido todas as freguesias do Funchal, contactando as populações, inteirando-se dos problemas e das necessidades das pessoas, passando por estradas, becos, veredas e bairros. “Agora, com os problemas identificados e já incluídos no programa autárquico que apresentamos esta semana, esta nova ronda, de autocarro, por todas as freguesias, é para simbolizar o modelo de governança que o JPP quer implementar no município, tendo como ideia-base: connosco todos contam, ninguém fica para trás”
A candidata independente cabeça-de-lista do JPP afirmou que tem programadas outras deslocações pelas freguesias, notando que “o princípio da candidatura é tomar decisões e encontrar soluções com base no conhecimento real e nos contactos com as pessoas”, acrescentando que “quem não contacta as populações, talvez o faça por medo de ouvir o que não quer”. E enfatiza: “Esta candidatura é feita junto das pessoas e com as pessoas, todos os dias, nós não andamos a encher camionetas com dezenas de pessoas, nem oferecemos almoços utilizando o dinheiro dos contribuintes, temos que trazer seriedade, dignidade e transparência à política.”
“Tenho dificuldade em entender, e estamos a ver isso sobretudo numa candidatura, como é que se tomam decisões sem contatar as populações e identificar os problemas, a menos que se achem donos do voto secreto das pessoas”, refere. “É nos gabinetes que vão decidir o que é importante para as populações? Talvez isso explique porque razão os problemas se agravaram nos últimos quatro anos. Não construíram habitação pública e empurram os jovens e as famílias para fora do concelho; o trânsito está caótico, a economia está cartelizada e fechada à concorrência, impedindo a entrada na cidade de novas cadeias do retalho alimentar para baixar o custo de vida; a limpeza das freguesias está pior, os espaços públicos e jardins descuidados, há mais pessoas na rua na situação de sem-abrigo, os problemas sociais e a pobreza agravaram-se.”
Fátima Aveiro frisa que a sua candidatura é a única com um programa público e já acessível na sua página oficial. Assinala que esse trabalho recebeu “o contributo de várias pessoas e especialistas e simboliza a seriedade e o compromisso da candidatura JPP”, onde “as pessoas podem constatar por si que temos soluções realistas, robustas e exequíveis para responder aos problemas que enumerei”.
A candidata pretende transformar o Funchal “numa cidade verde, aprazível, com qualidade de vida, inovação e futuro, que preserve a identidade e valorize o património”, uma cidade que “não empurra” os residentes para fora. “É aqui que vivem milhares de famílias, onde trabalhamos e construímos os nossos projetos de vida”, destaca. “Mas é preciso cuidar melhor dos nossos, os jovens, as famílias, os idosos. O JPP está pronto para assumir essa missão com seriedade, dedicação e soluções concretas.”



