A Madeira vista por emigrantes

A Madeira e estabilidade financeira pública melhoraram muito nos últimos três anos. Refiro-me, claro, às Autarquias. O que mudou nestes anos? O facto de o PSD ter perdido a maioria das Autarquias, passando das 11 anteriores para as atuais quatro.
Nunca antes tínhamos visto as Autarquias a reduzirem a dívida como nestes três anos e a razão disso é o facto de terem outras cores políticas. Nunca antes assistimos a reduções de impostos e ajudas aos munícipes como agora.

O que quero dizer é que as Maiorias Absolutas só são benéficas para quem está a governar e piores para a população.
Porque razão é que as propostas da oposição raramente são aprovadas na Assembleia?
Porque razão é que só se levanta imunidade parlamentar a deputados da oposição?
Porque razão é que a Madeira tem uma dívida enorme e muita dela oculta?
Tudo isto aconteceu porque na Madeira sempre houve maioria absoluta.
Maioria absoluta é uma mini ditadura.

No caso da Câmara Municipal de Santa Cruz, a única coisa que a oposição (PSD) aponta é o facto de serem sido gastos alguns milhares de euros em advogados do continente para resolverem os muitos problemas financeiros herdados dos anteriores executivos (PSD) que governaram a câmara durante muitos anos. Muitos desses casos envolvem milhões que podem reverter a favor da autarquia.
Nunca antes tínhamos assistido a uma presidência camarária de proximidade como agora, que podemos ver o senhor Presidente Filipe Sousa em frente à Câmara a falar com a população, a explicar a razão pela qual ainda não é possível fazer isto ou aquilo e a comunicar o que pretende fazer num futuro próximo, em prol da população.
O que se assiste hoje na Madeira é uma “competição “para ver qual a Câmara que faz melhor trabalho em prol dos munícipes, quem baixa mais impostos e quem mais ajuda. Isto só é possível porque já não há maioria do PSD.

O JPP trouxe uma nova maneira de fazer política, próxima da população, ouvindo os cidadãos.
Quero dizer a todos os Madeirenses que irão votar este ano, que não se podem esquecer que as Câmaras Municipais, na maioria, e em especial a de Santa Cruz, deram prioridade ao pagamento da dívida herdada para que pudessem com isso reduzir o muito dinheiro gasto em juros. Como devem calcular, isso leva o seu tempo e retira verbas financeiras para investimento público.
Uma vez tendo a casa arrumada, neste segundo mandato será possível investir no concelho, dando melhores condições de vida à população.
É muito importante que os Madeirenses escolham o que querem para a sua ilha: voltar à Maioria do quero mando e posso, que criou dívidas enormes que hoje ainda se sentem nos bolsos com impostos elevados e custo de vida mais caro, ou preferem manter quem arrumou a casa e hoje tem condições para investir?

A Madeira vista pelos emigrantes é uma Madeira com muito turismo, devido aos problemas de segurança de outros destinos, mas que o seu Governo elogia de uma certa maneira, passando a mensagem que são eles os responsáveis desse sucesso. Vemos por outro lado os trabalhadores da Hotelaria a reivindicarem um aumento salarial que mais parece uma esmola.
Agora este novo Governo quer taxar tudo, esquecendo-se que a Madeira vive do Turismo e que muitas dessas empresas que trabalham com os turistas são uma das razoes de termos uma taxa elevada de ocupação e de termos turistas satisfeitos e com vontade de voltar. Fazer uma lei num mês, para começar no mês seguinte é de um amadorismo e falta de responsabilidade política, uma vez que estas empresas já têm contratos assinados com dois anos de antecedência e não podem, de uma hora para a outra, apresentar uma taxa extra, só porque alguém no Governo se lembrou de arranjar dinheiro à pressa.

O Subsídio de Mobilidade é mais um sinal de amadorismo deste Governo, que nunca quis dar ouvidos à oposição, que há muito diziam que este modelo estava errado.
Hoje em dia, com as redes sociais, os emigrantes estão a par de tudo o que se passa na nossa ilha, em tempo real.
Para concluir esta minha modesta opinião quero lembrar que uma Maioria é o primeiro passo para uma Ditadura.

JORGE PONTES
Emigrante

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