JPP recomenda ao Governo Regional ativação da Unidade de Medicina Nuclear

O Grupo Parlamentar do Juntos pelo Povo (JPP) leva ao Plenário Regional o diploma que recomenda a ativação da Unidade de Medicina Nuclear, ponto número cinco da ordem de trabalhos para esta semana.

“Uma infraestrutura inaugurada já em 2013, com um custo aproximado na ordem de 1.35 milhões de euros, comparticipados a 85% pela União Europeia, apenas com um custo de 200 mil euros para o Governo Regional, mas que está subaproveitada, neste momento, quer em termos de recursos humanos, quer materiais, já que a longo destes anos não apresentou aos utentes uma real atividade em termos de saúde, nomeadamente através da realização de exames”, lembrou esta manhã, em conferência de imprensa, a deputada Patrícia Spínola.

Esta inatividade “obriga a um reencaminhamento para instituições privadas, o que é difícil de aceitar, já que a Madeira tem dos melhores serviços do país, já reconhecido pelo Colégio de Especialidade em Medicina Nuclear”.
Perante esta realidade, o JPP recomenda ao Governo Regional que “agilize todos os procedimentos em falta para operacionalizar a atividade médica nesta área, para que os utentes madeirenses possam ter acesso a uma série de exames, nomeadamente: cintigrafia óssea, cintigrafia de ventilação/perfuração pulmonar, cintigrafia renal, cintigrafia de perfusão do miocárdio em situação de stresse e de repouso, cintigrafia cerebral, cintigrafia de glândulas endócrinas e cintigrafia do gânglio sentinela, entre outros”.

Patrícia Spínola alertou ainda para os dados recentes que apontam para a vinda à Região do Organismo de Luta Anti-Fraude da Comissão Europeia – OLAF – no âmbito da investigação que está a decorrer sobre a criação e não funcionamento da Unidade de Medicina Nuclear do SESARAM. “As alegadas incorreções no demorado processo de implementação desta Unidade devem ser prontamente corrigidas de forma a agilizar a já tardia abertura deste serviço à população”, salientou a deputada do JPP.

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