A denúncia pública de “colapso operacional, negligência e gestão danosa” no Serviço de Transportes Não Urgentes de Doentes do SESARAM é a confirmação de tudo aquilo que o JPP já tem alertado nos últimos tempos.
É inadmissível que os cidadãos mais vulneráveis da nossa Região estejam a ser vítimas de um atentado à dignidade humana patrocinado pela inércia e cumplicidade do Governo Regional. O cancelamento massivo de transportes para doentes amputados e acamados, privando-os de consultas vitais, e a retenção prolongada de utentes com alta clínica nas enfermarias hospitalares por pura inoperância logística, constituem uma falha grave que sobrecarrega de forma crítica as urgências públicas.
Este cenário caótico não é um acidente isolado, mas sim o culminar de um processo de desmantelamento para o qual o JPP tem emitido alertas sistemáticos no parlamento, há muito ignorados pela tutela.
A realidade atual de ter metade da frota pública de ambulâncias avariada e o bloqueio de novas contratações de tripulantes há seis anos servem de pretexto perfeito para transferir os fundos dos contribuintes para o setor privado.
Esta estratégia de asfixia do parque público é sustentada pelo recurso inadequado a empresas privadas e por um historial de atrasos e dívidas acumuladas aos taxistas que asseguram o transporte, os quais são empurrados para a sufocação financeira devido às falhas consecutivas de validação e pagamento por parte do SESARAM.
O JPP recusa aceitar que o erário público alimente negócios particulares enquanto a capacidade pública é deliberadamente destruída e os doentes são deixados sem assistência adequada.



