O JPP esteve junto ao Aeroporto da Madeira onde relembrou a situação dos doentes deslocados no Continente.

Patrícia Spínola lembrou “que os doentes que precisam de deslocação para o Continente, por necessitarem de consultas de especialidades especificas, e que o fazem ao abrigo do SESARAM, têm um apoio a nível das viagens e da estadia, mas que em termos alimentação e transportes, é o doente que avança com o pagamento dessa despesa para, posteriormente, apresentar as faturas ao SESARAM e ser devidamente reembolsado.”

No entanto, a crítica do JPP centra-se na forma de cálculo utlizada pelo SESARAM para proceder a esses reembolsos, pois, no entender do Movimento, “a forma de cálculo utilizada é desconhecida dos utentes”, o que fez o JPP solicitar essa informação, sem obter qualquer tipo de resposta.

“Além do utente estar vários meses à espera para ser reembolsado da despesa para qual avançou, também não tem uma base para confirmar se o dinheiro que recebe corresponde, efetivamente, ao que tinha direito.”

Segundo a deputada do JPP, o modelo em vigor não é suficiente e considera ser “uma espécie de esmola, as pessoas são obrigadas a receber, mas sem saber em que base foi feito esse cálculo.”

O JPP lembra que alguns utentes vão com frequência ao Continente por questões de consultas, exames de diagnóstico ou por tratamentos que são feitos mensalmente e que vão somando toda esta despesa nos transportes, quer seja de metro, de autocarro ou de táxi, este último, muito usado por utentes com mobilidade reduzida.

O que o JPP pede ao SESARAM é que seja mais célere no reembolso e muito mais transparentes na forma como o faz, ou seja, “que informe os utentes da fórmula de cálculo usada, de uma forma clara e percetível.”

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