O Juntos pelo Povo (JPP) referiu-se, esta manhã, em conferência de imprensa junto à reitoria da Universidade da Madeira (UMa), à situação de bolseiros de investigação, que são autênticos “trabalhadores qualificados precários”.

O deputado Carlos Costa alertou para “a situação de impasse” vivida por estes profissionais “que de uma forma indireta foram convidados a aderir à estratégia regional de investigação e desenvolvimento tecnológico e de inovação”, onde se previa inclusivamente “a possibilidade de contratação de cerca de mil pessoas, das quais, 800 estariam relacionadas com a área de investigação, que na verdade não se veio a concretizar”.

O JPP lembra que esta proposta está consignada no decreto legislativo regional 16/2013 de 14 de maio, onde se apela para que venham investigadores desenvolver um conjunto de trabalhos no âmbito regional.

“Esta é uma agência sem fins lucrativos, pelo que não pode haver contratações, deixando estes bolseiros de investigação perante uma situação de impasse. No nosso ponto de vista a entidade contratante devia ser a Universidade da Madeira, mas isso não está a acontecer, vindo sempre a aludir à componente financeira para não poder acudir à contratação destes bolseiros”, explicou Carlos Costa, deixando uma sugestão:

– Nós entendemos que existe um conjunto de fontes de financiamento. O próprio programa do Governo Regional referia esta estratégia de apoio à investigação. A própria estratégia regional apela para que estes qualificados possam desenvolver projetos. Agora, cabe aqui à Universidade da Madeira também proceder à contratualização. Não pode ser apenas uma entidade de acolhimento, em que disponibiliza os seus laboratórios. Seria importante que também pudesse contratualizar, recorrendo aos fundos existentes, quer regionais, quer nacionais, por via da fundação para a Ciência e a Tecnologia, quer aos fundos comunitários existentes.

O deputado do JPP lamenta esta situação de impasse, que se fosse resolvida teria muitos benefícios: “A Região tem tudo a ganhar, visto que as áreas estudadas têm aplicabilidade não só no turismo, mas também nos recursos e nas tecnologias do mar, pelo que tinha todo o interesse ter estes bolseiros para dar seguimento a estes projetos, que consideramos estruturantes e de interesse crucial para o desenvolvimento económico e social da Madeira.”

 

 

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