JPP acusa Quinta Vigia de cumplicidade no adiamento do segundo meio aéreo

Chegava à Madeira em julho de 2025. Passou para julho de 2026. Estamos no fim do mês e o prometido segundo meio aéreo de combate a incêndios florestais continua sem data para pousar em solo madeirense. 

Foi desta forma que o deputado do Juntos Pelo Povo (JPP) e vice-presidente da Assembleia Legislativa da Madeira (ALRAM), Rafael Nunes, ilustrou, esta quarta-feira, o processo que envolve a promessa adiada de dotar a Madeira de um segundo helicóptero de combate aos incêndios florestais. Um compromisso assumido e repetido pelos governos Regional e da República, ambos liderados pelo PSD/CDS.

“De que serve anunciar reforços e estratégias, se os meios necessários nunca chegam a tempo à Madeira. Este compromisso tem de ser cumprido agora, na altura mais crítica dos incêndios, não nos serve de nada um segundo meio aéreo no Natal”, afirmou o parlamentar, na sala de imprensa da ALRAM.

Rafael Nunes referiu que a Região se encontra atualmente no período mais crítico do combate a incêndios rurais, que é a fase do nível Delta. É precisamente neste período que o risco de incêndio é mais elevado devido às altas temperaturas e condições meteorológicas adversas. Explicou ainda que é também nesta fase que todos os meios e dispositivos de combate devem estar totalmente disponíveis. “Mas, na verdade, continuamos à espera do prometido segundo helicóptero, como ouvimos dizer o presidente do Governo Regional”, sublinhou.

O deputado relembrou que foi o próprio Miguel Albuquerque quem se comprometeu com o segundo meio aéreo, e aludiu ao facto de o Governo PSD/CDS no continente já ter anunciado um dispositivo reforçado com 81 meios aéreos. “Na Madeira, continuamos a aguardar que o Governo cumpra com a promessa que fez aos madeirenses”, indicou.

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