JPP acusa Governo de destruir terrenos agrícolas na obra da Via Expresso

Várias foram as preocupações levantadas pelos agricultores e moradores lesados com as obras da recém-inaugurada obra da Via Expresso que liga o Jardim da Serra ao Estreito de Câmara de Lobos, assunto levantado pelo JPP  numa atividade que decorreu esta manhã, no Estreito de Câmara de Lobos.

Para Miguel Ganança, porta-voz da iniciativa e representante do JPP em Câmara de Lobos, destacou a importância desta obra para a qualidade de vida das pessoas e para o desenvolvimento da freguesia do Jardim da Serra, mas não poupou críticas ao Governo Regional, acusando o executivo de Miguel Albuquerque de não respeitar nem salvaguardar o direito dos cidadãos que, nesta zona, continuam fazer da agricultura o seu meio de subsistência.

Estes agricultores acordaram com o Governo um empréstimo dos seus terrenos para facilitar o acesso à obra, o qual não deveria ultrapassar os 2 anos. Mas, rapidamente, se verificou que o Governo aproveitou a generosidade destes agricultores, vedando a sua utilização por 15 anos”, refere Miguel Ganança, apoiando-se em depoimentos de vários agricultores que contactaram o partido nos últimos dias.

“Mais do que as bandas de música, as espetadas e os foguetes da inauguração, estes agricultores querem os seus terrenos de volta, nas condições em que foram, gratuitamente, cedidos ao Governo”, salientou. 

Neste momento, os terrenos cedidos pelos agricultores foram devolvidos sem “qualquer condição de cultivo, com entulho, restos de ferros e outros materiais que colocam em risco os terrenos e a integridade de quem lá trabalha”, referiu. “Como se não bastasse, destruíram poços de rega e deixaram apenas uma muralha que, em poucas semanas, caiu como cartas de um baralho e ninguém quer assumir responsabilidades”, frisou. 

Para Miguel Ganança, esta é uma questão “de justiça e de segurança pois, o ribeiro que ali se encontra ficou completamente obstruído com pedras e entulho, colocando o local e as casas que ali se encontram, em risco, “situação que pode evoluir, de acordo com as condições atmosféricas, rapidamente para uma catástrofe”. 

“É desta forma que o Governo Regional agradece aos agricultores por lhe ter emprestado os terrenos?”, questionou o porta-voz do JPP.

“Esta, que também deve ser uma preocupação da Proteção Civil Regional e Municipal tem de ser, urgentemente, atendida”, referiu Miguel Ganança. 

 Neste sentido, “o JPP não pode ficar calado e vem dar voz a estes agricultores, apelando ao Governo para que reponha as condições nestas terras que eram de excelência agrícola e que reponha estes terrenos ao seu estado inicial, tal como foram emprestados”, concluiu. 

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