Quando fazemos algo com amor, não importa a perfeição. Importa a intenção, o caminho, o tempo investido, o regadio, é a esperança que se carrega. A mensagem é o propósito.
Quando se abraça uma causa, pela qual nos enamoramos, pela qual transportamos as aspirações coletivas, é já em si um ato de amor, de altruísmo e de transcendência humana.
No “porta a porta”, no sorriso de outrem, nas palavras de esperança ou até mesmo de revolta, subliminar ou não, revela-se uma mensagem de amor.
Quando se veste a camisola verde e se caminha decidido enfrentando a chuva da madrugada, essa é uma mensagem de amor, que sobe colinas, que rasga vales, que percorre veredas e caminhos. Sempre carregada de fé.
Quando partilhamos um abraço, um sorriso, um olhar, um simples aperto de mão, carregamos no peito, escudada no verde que nos veste, uma mensagem de amor.
E a mensagem só é possível, só existe, pelo amor, de acreditar e da persistência.
E quão importante é esta mensagem de amor, num mundo cada vez mais afunilado numa espiral de violência, de desesperança, de farsas, embustes e mentiras?!
A mensagem confronta-se com um aviso que vejo amiúde nas ruas, um alerta que diz: cuidado “o diabo é o pai da mentira” e em Santa Cruz ele veste-se de laranja.
Mas continuamos levando a mensagem, hoje um pouco por toda a ilha, espalhando a esperança verde, acreditando piamente na missão.
O verde-esperança que nos guia permanecerá enquanto continuarmos a entregar estas “cartas de amor” ao povo, que é o coração e o desígnio da nossa mensagem.
Sim, esta é uma mensagem de amor ao povo, mas também ao “verdinho”.
Sim tu, que vestes a camisola, levantas a bandeira, que ofereces a tua voz à causa, que marchas persistentemente, enfrentando todos os desafios: o meu, o nosso, muito obrigado!
Fábio Pires
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