Vulgarmente, ouve-se dizer pelos jovens que a “política é aborrecida e chata, que é só homens e mulheres a debater sobre temas desinteressantes”. Não podemos culpá-los por esta alienação política. Eles nunca foram educados ou orientados sobre o que é política ou qual a sua importância.
É neste contexto que surge, para mim, a necessidade de se implementar no Ensino Português (Secundário) uma disciplina de Cidadania, que teria como objetivo educar, alertar e despertar nos jovens, uma consciencialização sobre os seus direitos e deveres. Esta disciplina de Cidadania é a pedra angular na qual assenta a educação política. Uma disciplina Cidadania é tão importante como a Filosofia, atualmente implementada no Ensino Português.
Tem de ser uma disciplina de caráter reflexivo, que estimule o debate. Só com uma disciplina como esta – na qual os alunos poderão entender os seus direitos, mas também os seus deveres (cívicos e morais), como o direito de voto (por exemplo) e a sua importância – é que estaremos em condições de fornecer aos jovens do hoje, homens e mulheres do amanhã, a educação política que este país precisa.
Esta urgente necessidade de uma maior educação política nos jovens, na minha humilde opinião, surge do facto de estarmos a vivenciar uma ascensão da extrema-direita na Europa. A única forma de fazermos face a estes extremismos é através da democracia. A democracia somos todos nós. Não podemos deixar a democracia morrer para o ódio, para a xenofobia, para o racismo. Para ela sobreviver temos de participar, e para participar é preciso esta educação política, que tem de ser cultivada nos jovens. É neles que reside o futuro da nossa Nação, da nossa democracia.
AFONSO FREITAS
Estudante



