É sem dúvida o som reguetón do momento. Não há lugar por onde se passe em que alguém não esteja a ouvir, cantarolar ou dançar o “Despacito”.
Despacito, muy despacito, entenda-se muito lentamente, assim vai o Governo PSD da Região Autónoma da Madeira que, esvaziado de conteúdo, arrasta-se num emaranhado de promessas que teimam em sair do papel, resumidas apenas a um conjunto de vagas intenções.
Como na letra da música, o povo tem observado, e bem, a classe política forjada deste governo, mas a motivação não é certamente para os beijos e outras manifestações de carinho.
Os atropelos políticos dentro do PSD fracionado são por demais evidentes e já ninguém consegue disfarçar as “azias” internas.
Um caso paradigmático ocorreu numa recente sessão plenária na ALRAM onde se discutia um projeto de resolução sobre as obras previstas para o Túnel do Espigão na zona alta do Concelho da Ribeira Brava.
Uma senhora deputada ribeirabravense, perante os seus conterrâneos que assistiam à sessão presencialmente na Assembleia, fez uma intervenção algo embaraçada, sem conseguir explicar a razão do chumbo PSD ao referido projeto. Até parece que foi atirada às feras.
De despacito já nem chega para rezar a história deste PSD. O povo quer é rapidito. Se não querem ou não são capazes de governar, vão embora, o povo agradece.
CÉSAR ALVES
Assistente Operacional



