Coligação, porque não?

Uma coligação política é um acordo entre dois ou mais partidos políticos, normalmente com ideias semelhantes, para governar um país, uma região ou outra entidade administrativa. Na maioria dos governos democráticos, as coligações são permitidas e originam-se quando um partido, ou candidato, não tem apoio suficiente para alcançar os resultados desejados. Deste modo, importa cativar a pluralidade partidária através de contrapartidas pré-estabelecidas, nomeadamente uma determinada orientação das políticas, comuns às ideologias dos coligados, assim como, uma justa representação nas listas de candidatos efetivos e suplentes, de acordo com o peso eleitoral de cada partido.

Na Europa, as coligações políticas são muito comuns, e até benéficas para a população, pois as suas deliberações são fruto de árdua discussão, reunindo o melhor de cada proposta aos olhos dos partidos que as compõem. Já na nossa Região, o cenário político não é muito diferente uma vez que, em situação pontual de opção por uma coligação, os resultados são claramente positivos.

Vejamos, a título de exemplo, o resultado do trabalho produzido pelo Município do Funchal, encabeçado pelo independente Paulo Cafôfo, que em tão pouco tempo e sem antecedentes políticos, trabalhou com uma equipa multicolor trazendo a este concelho a redução da dívida total da autarquia, resgatando-a do PAEL, produziu o desagravamento fiscal, desonerando as famílias, reduziu o IMI para a taxa mínima e aplicou isenções, tratou todas as Juntas de Freguesia de forma justa e criteriosa, abriu a Loja do Munícipe e reservou verbas para o apoio na comparticipação de medicamentos a idosos, para o subsídio municipal ao arrendamento, para o programa de formação em contexto de trabalho, para o apoio à natalidade e às famílias.

Enfim, um desabrochar de soluções esquecidas por anteriores executivos e que passam pela revitalização de bairros sociais, pela remoção do amianto, pela requalificação das zonas altas, pela acessibilidade inclusiva, pela reabilitação urbana e pela entrega, em breve, de manuais escolares.

Enfim, um trabalho digno, mas incompleto, sinónimo de perseverança. Daí a necessidade de prosseguir o registo viável deste projeto que agora se abre a partidos em ascensão, passando a congregar a CONFIANÇA de novos quadrantes políticos e respetivos eleitores.

PATRÍCIA SPÍNOLA
Deputada

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