As “fake news” e a política!

As “fake news” e a política estão, infelizmente, intrinsecamente ligadas, especialmente na era digital, onde a disseminação de informações falsas ou enganosas pode, ou tenta, influenciar a opinião pública, os atos eleitorais e as decisões políticas.


Elas são usadas para manipular a opinião dos eleitores, espalhando desinformação sobre candidatos, programas e partidos políticos. Há relatos e casos de países estrangeiros onde se usaram “fake news” para interferir nas eleições de outras nações, visando influenciar os resultados a favor de seus interesses.


Aqui na Madeira e com a aproximação de mais um acto eleitoral, desta feita para a assembleia regional, as redes sociais estão a ser absurda e frequentemente utilizadas para amplificar notícias que têm como único propósito, intoxicar a opinião publica e mudar a sua opinião e eventualmente sentido de voto.


Tentativas de desacreditar a oposição, promoção de agendas próprias, narrativas falsas em benefício dos mesmos.
Não é por acaso que a autarquia que tenho o prazer de liderar, tem tido um papel ativo na sensibilização da população para isto. “Segurança e perigos das redes sociais”, “internet + segura” são alguns dos temas que temos abordado, inclusive em ações de sensibilização presenciais, para capacitar e tornar a nossa população mais resistente e “à prova” de notícias tendenciosas e falaciosas, e de burlas informáticas.


É fácil identificar, nesta altura, as manhosas noticias. Normalmente são colocadas pelos mesmos perfis falsos, em grupos que supostamente são apartidários, mas não há qualquer controle do mesmo. Algumas vezes, é o reativar de notícias e narrativas com alguns anos, falsas ou manipuladas, para que tenham visualização e sirvam para denegrir ou desacreditar, como já referi, algumas pessoas.


Quando não são colocadas pelos perfis falsos, vejam na biografia deles qual a sua entidade empregadora e tirem as vossas conclusões….


Estejam atentos, eles andam aí.
Sim, eles! Os que sempre andaram mas agora com uma força aplicada pelo medo de perder a galinha dos ovos de ouro que exploram há quase 40 anos. Pelo menos até dia 23 de março será assim!
Pessoas com responsabilidade social pelos cargos que ocupam e que estão à frente de instituições que deviam ser apartidárias, entre outros assalariados, que fazem render o seu horário laboral de forma “ambivalente”, estando fisicamente no local mas a gerir toda uma “vida digital” marcada pelo desdém, pelo discurso grosseiro, e tantas vezes, até nauseabundo.


A única coisa que mudam são as moscas… Já o resto é o mesmo!

Milton Teixeira, presidente da Junta de Freguesia do Caniço

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