Apostar nas pessoas

Sendo a minha formação de base em recursos humanos, acredito que a melhor das políticas, seja nas organizações privadas, seja no setor público, é a aposta nas pessoas.
Nenhum investimento terá um retorno tão grande e tão significativo como aquele que aposta no capital humano.
Enquanto vereadora na Câmara Municipal de Santa Cruz, este foco nas pessoas tem sido uma das minhas prioridades, na qual tenho sido apoiada por uma equipa que se candidatou sob o lema de um pendor social muito forte.

É claro que esta nossa pretensão e até mesmo este nosso ADN político enfrentou, ao longo do mandato, algumas dificuldades decorrentes, principalmente, da caótica situação financeira que herdamos e que nos condicionou. Mal tínhamos dinheiro, no início, para manter as portas da câmara abertas, pagar os serviços mínimos e até os ordenados. Pode parecer incrível, mas foi esta mesmo a realidade com que nos defrontamos.

Agora, contudo, e em virtude do trabalho de recuperação financeira que foi realizado, podemos centrar a nossa ação naquela que sempre foi uma prioridade: as pessoas.
Neste ano de 2017 que agora se inicia, uma série de medidas vão dar corpo a esta nossa forma de estar.
Algumas vêm detrás, e foram um ponto de honra mesmo quando enfrentávamos muitas dificuldades, e mesmo quando nos ameaçavam de que estávamos a incumprir face ao estipulado no PAEL. Falo concretamente da fixação da taxa mínima de IMI e na aplicação do IMI Familiar. Mesmo perante ameaças de perda de mandato, mantivemo-nos fiéis àquela que foi uma promessa eleitoral, precisamente porque estávamos convictos dos múltiplos benefícios desta medida, nas famílias que lutaram e lutam para ter a sua casa, e que lutam para corresponder aos seus muitos compromissos.

Somos pessoas e não políticos profissionais, e sabemos, por experiência própria, que não é fácil criar uma família, manter uma casa e fazer face a todas as despesas inerentes a esta condição. A nossa raiz é a raiz dos nossos munícipes, uma raiz humilde, de gente que trabalha e que tudo faz para garantir aos seus uma vida melhor. A nossa política não poderia, pois, ser diferente, nem poderia, sobretudo, ignorar uma realidade que conhecemos e da qual fazemos parte.

Também é com esta consciência e com esta experiência, que este ano reforçamos outras medidas sociais, como sejam a devolução de 20% do IRS, a distribuição de manuais escolares aos alunos do 1º Ciclo, o reforço das bolsas de estudo e do apoio socioeducativo e o reforço do Fundo Social de Emergência.
O apoio aos nossos estudantes é algo que nos satisfaz e que, sobretudo, consideramos de grande relevância. O que pode existir de melhor e com maior garantia de futuro do que ajudar as famílias do nosso concelho com as despesas com a educação das nossas crianças e jovens.

Foi, aliás, com esta noção de prioridade que reforçamos as quantias destinadas nomeadamente às bolsas de estudo que, este ano, e pela primeira vez, vão abarcar uma centena de jovens.
É verdade que foi um esforço e que a disponibilização das verbas apenas se fará no início deste ano, com a garantia do pagamento dos retroativos. Mas esta é uma medida que nos deixa com um sentimento de dever cumprido e que sabemos que dará frutos no futuro.

Demos prioridade aos alunos de licenciatura, pois acreditamos que uma população com maior índice de escolaridade, trará, com toda a certeza, mais valias, e porque acreditamos que a aposta na educação é daquelas medidas estruturantes e com reflexo a longo prazo.
Apostar nos nossos jovens e crianças é apostar num futuro melhor, numa sociedade mais competitiva, numa cultura de saber e de exigência e, em suma, num concelho mais qualificado.

Finalmente, sentimos que começamos a dar corpo e realização àquela que é a nossa marca política e a nossa forma de estar na política. E, neste contexto, as pessoas serão sempre a primeira e a principal das nossas prioridades.

Élia Ascensão

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