Albuquerque desmente números do Governo Regional

Foi no debate mensal com o Governo Regional que decorreu hoje na Assembleia Legislativa da Madeira, sobre o tema “a atual situação de pandemia da COVID”, que Miguel Albuquerque foi mais além da sua habitual demagogia política, chegando a desmentir os números da própria Secretaria Regional da Saúde.

Em causa esteve a intervenção do deputado Rafael Nunes, do JPP quando questionou o Presidente do Governo Regional sobre a gestão dos serviços regionais de saúde para os doentes não COVID-19.

Rafael Nunes lembrou os 118 atos médicos em lista de espera, as graves carências nos centros de saúde, principalmente ao nível dos serviços de reabilitação e da saúde mental, o défice nos rastreios, o facto de cerca de 50% das cirurgias não serem efetuadas de acordo com a prioridade atribuída, estando plasmado no próprio relatório de atividades e gestão do SESARAM que há necessidade de melhorar este indicador.

Tantos outros números encontram-se disponíveis numa simples consulta aos documentos solicitados pelo JPP (muitos deles obtidos com recurso ao Tribunal), como as listas de espera e os relatórios de atividades e gestão do SESARAM de diversos anos económicos.

Infelizmente, é o próprio Presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, que afirma que estes números, disponibilizadas pela Secretaria Regional da Saúde, são “números falsos e manipulados”, e que o JPP, ao expô-los, faz “demagogia barata” e “conversa fiada”.

O também Vice-presidente do Grupo parlamentar do JPP conclui, com isto, que “existe um completo alheamento do Presidente do Governo num dos setores mais importantes da nossa sociedade, a Saúde, desconhecendo a realidade dos serviços públicos de saúde regional, mas, acima de tudo, o desconhecimento da realidade em que vivem milhares de utentes da Madeira e do Porto Santo”.

Rafael Nunes, lamenta esta postura do Presidente do executivo, referindo que “estes utentes não esperam. Sr. Presidente, DESESPERAM por uma resposta adequada e em tempo útil, de forma a evitar consequências que poderão ser irreversíveis!”.

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