“O JPP continuará a escrutinar e a dar conhecimento à população sobre as alegadas negociatas do dossier da viagem principesca de Albuquerque à Venezuela, que custou 110 mil euros para apenas 9 dias”, referiu Élvio Sousa, porta-voz da iniciativa do JPP que decorreu esta manhã, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira.
“Recorde-se que, tendo a Quinta Vigia negado entregar essas contas da viagem, nós apenas tivemos acesso a essa documentação após a decisão judicial favorável por parte do Tribunal Administrativo e Fiscal do Funchal, que condenou Albuquerque a mostrar as faturas e despesas associadas, organizada pela empresa RAMEVENTOS, Unip. Lda, que pertence ao grupo do Diário de Notícias”, destacou o líder parlamentar.
“Para que os madeirenses melhor entendam esta promiscuidade entre política, negócios e empresas de comunicação, que parece explicar a tentativa de abafar o caso ao nível regional, há mais indícios encobertos à volta da manjedoura regional. Vejamos as contradições de Albuquerque. Ao mesmo tempo que veio afirmar que não tinha nada a esconder sobre as contas à Venezuela, acabou por contratar, por ajuste direto, o advogado Guilherme Silva para travar e impedir o acesso às faturas dessa viagem”, referenciou.
“Ou seja, Miguel Albuquerque na tentativa de impedir que nós conhecêssemos as faturas e os demais elementos da viagem que custou 12 mil euros ao dia, pagou 8 235,00€ (oito mil duzentos e trinta e cinco mil euros) a Guilherme Silva para impedir que nós, e os madeirenses, descobríssemos a verdade. Mais uma despesa, com o dinheiro do contribuinte, a juntar aos 110 mil euros já gastos”.
“O JPP revela, também, que o advogado Guilherme Silva já auferiu, por contratos com a administração regional cerca de 1,2 milhões de euros, a grande maioria por ajuste direto”, concluiu Élvio Sousa.



