Na atividade desta manhã, Élvio Sousa ouviu vários agricultores da Região que reiteram injustiças de que são alvo há décadas: “há anos que os agricultores estão a ser escravizados pelos Governos PSD/CDS”, referiu.
São várias as situações: “a água de rega não chega para as necessidades das 12 mil explorações agrícolas, os regantes pagam cada vez mais e os governantes continuam a falhar na entrega da água”, lamentou o candidato.
Outro assunto já há muito levantado pelo JPP prende-se com o preço da banana pago ao bananicultor.
“Os preços da banana não são atualizados há mais de 20 anos e a GESBA, empresa do outro monopólio das Ilhas, prefere distribuir os lucros dos milhões de euros pelos seus sócios, que aumentar o preço que paga aos agricultores, aqueles que trabalham a terra”.
“Por isso, os agricultores da Madeira estão a ser explorados pelos governos PSD/CDS”, reforçou.
Élvio Sousa recordou que “a GESBA, com vendas que apontam para valores de 21 milhões de euros, foi uma empresa criada para aumentar o rendimento líquido do agricultor, e não para aumentar os rendimentos dos conselhos de administração”, contudo, o que se tem verificado, de acordo com os relatórios de contas oficiais, é que, na prática, “a GESBA paga, em média, menos 30 cêntimos por quilo em relação a 2005.”
Para Élvio Sousa, esta é uma situação inaceitável pois “os agricultores merecem receber o justo valor pelo quilograma de banana”.
“O que está a acontecer é o uso do monopólio para servir-se do trabalho dos agricultores. A GESBA apresentou resultados líquidos aproximados de 2 milhões de euros e, em 2020, utilizou este lucro não para aumentar o rendimento líquido do produtor, mas para criar um Museu da Banana”.
Para o cabeça de lista do JPP “este é um exemplo de que as prioridades não estão do lado do agricultor, do lado do produtor da terra mas sim do lado do interesse e do monopólio”.
“Aqui estão as prioridades desta governança”, concluiu.



