Eis que chegamos a março. É um mês peculiar porque significa a chegada da Primavera. E esse termo reveste-se de uma importância primordial porque tem sido usado em variadíssimos contextos. Podemos falar na Primavera Estudantil que, a 24 de março de 1962 despoletou uma crise académica devido à proibição do Estado Novo nas celebrações do Dia do Estudante e abalou um país acomodado à repressão salazarista. Podemos ainda falar na Primavera Estudantil Francesa que, impulsionados pelos estudantes portugueses, desencadearam uma série de protestos em maio de 1968, assentes nos ideais anarquistas e marxistas, provocando o caos na capital francesa. Já a Primavera de Praga alargou o âmbito dos protestos, observando-se na Polónia e antiga Checoslováquia um movimento de trabalhadores que se insurgiram contra a Ditadura Estalinista da então União Soviética. Mais recentemente, surgiu a Primavera Árabe que, na década passada, se espalhou pelo mundo árabe com epicentro no território magrebino.
Mas o meu objetivo neste artigo não é dar uma aula de História e, muito menos estabelecer comparações temporais dos acontecimentos atrás descritos. O foco estará na Primavera que, invariavelmente, nos remete para o renascer. O brotar da Vida. O significado da essência e a sua influência sobre a aparência. Primavera traz um novo ciclo de oportunidades. Primavera é semente que se rega e floresce.
E a propósito de semente, a Madeira e o Porto Santo vivem um momento excecional para a sementeira política. Os grãos que, ao longo de 48 anos, serviram de sementes estão ressequidos. Por isso é que são grãos, secos, deitados à terra sem o necessário cuidado e proteção. Já não há nesses grãos, o embrião que gera nova Vida. Os grãos são, agora, alaranjados e a sua função é única e simplesmente “emperrar” a máquina do desenvolvimento regional. São grãos vazios de ideias, amorfos, inertes que jazem num ciclo restrito de madeirenses que teimam e fazer deles sementes junto dos incautos madeirenses e portossantenses que ainda acreditam em renovadinhos.
Por outro lado, surge uma nova sementeira, robusta, embrionária e verde. É composta por sementes sadias, providas de conhecimento e identitárias dum Povo que se quer libertar de amarras. São sementes do Povo, que foram cuidadas pelo Povo e que garantem subsistência ao Povo. Diz o nosso Hino que o “Teu povo humilde, estoico e valente. Entre a rocha dura te lavrou a terra. Para lançar, do pão, a semente…” e esse Povo humilde, estoico e valente juntou-se e está pronto para governar. Esse Povo humilde, estoico e valente tem vindo a crescer e a perder o medo. Esse Povo humilde, estoico e valente já percebeu que a vida não se pode resumir a um sopro. A Vida é muito mais do que abanar a cabeça e ser-se submisso. A Vida é para ser vivida e não para ser sofrida.
O JPP não entra na demagogia barata, das palavras ocas lançadas ao vento. O JPP encara os madeirenses e portossantenses olhos nos olhos. O JPP não deixa ninguém de fora e acolhe todos aqueles que acreditam na mudança, que acreditam numa nova forma de fazer política e que em nós confiam. A condição humana só progride se avançar sem medo e o JPP avança sem medo porque está Junto, Preparado, Pronto.
A 23 de março façamos a nossa Primavera Madeirense. Sejamos participantes ativos na mudança política, social e económica do nosso Arquipélago. Saibamos devolver à Ilha o seu mais precioso cognome “Pérola do Atlântico”. Acreditemos num futuro mais risonho a todos os que aqui vivem e sustentam a Região. E não há que ter MEDO.
Com o JPP, a Madeira e o Porto Santo voltarão a entrar nos “carris do desenvolvimento”. Assim o Povo queira… porque nós contamos convosco! Juntos, Preparados, Prontos!
José Carlos Mota
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