A Necrose Laranja e a Terapia Verde

Escondem-se atrás do orçamento, essa manjedoura das oligarquias e da subsidiodependência, escondem-se atrás da estabilidade alimentada a compadrio e clientelismo, escondem-se atrás do suposto desenvolvimento económico que não chega aos nossos bolsos. Mas não há cartaz ou propaganda que esconda a vergonha com que conspurcaram a terra dos nossos pais e avós. Não há maneira de esconder o cheiro nauseabundo da corrupção que corrói as entranhas da nossa ilha, a putrefação dos cúmplices que alimentam a necrose em que se transformou a governação de 48 anos de PSD.

Eles escondem-se atrás de perfis falsos, atrás das ameaças veladas contra a inconformidade, escondem-se atrás dos peões do regime e da influência cacique, atrás da mediocridade que atrasa o desenvolvimento económico e social do arquipélago, que vive o paradoxo entre os recordes de PIB e de ser a Região com maior risco de pobreza do país. Escondem-se atrás de seus fatos Armani, mas são assaltantes pouco refinados, riem-se na cara da justiça usando o manto da imunidade e a bolsa de editores da apologia.

Por mais propaganda que o regime debite através dos seus “Cavalos de Troia” que habitam e pululam as páginas dos matutinos ou os ecrãs de TV, não há maneira de esconder a sua VERGONHA, a sua insidiosa sede de drenar os recursos dos madeirenses e porto-santenses, a imoral cleptocracia que já todos conheciam e que foi destapada para “todo o mundo ver” em operações judiciais como a Ab Initio ou na que se vulgarizou chamar de Operação Zarco.

“A corrupção é o maior inimigo do desenvolvimento porque destrói a confiança e rouba o futuro das gerações seguintes.” – Kofi Annan

A Madeira avança para o terceiro ato eleitoral em um ano e meio. É um momento histórico, onde os eleitores podem escolher satisfazer as necessidades da cúpula gangrenosa do PSD, apostada na manutenção do status quo, ou então reconhecer a necessidade de mudança, de um novo compromisso contínuo com a transparência e com uma política que se adapta às necessidades da população, e não de quem a governa.

Para além do horizonte de mentiras, inverdades e manipulações debitadas pelo regime, exige-se um sinal de esperança, um “navegador” que procure bom porto e um objetivo comum a todos. Cabe aos madeirenses, herdeiros do espírito explorador da portugalidade, tomar nas mãos o destino desta nau, enfrentar o Adamastor laranja e virar o Cabo das Tormentas. A superação levará a novas descobertas: uma Região mais justa, com desenvolvimento económico e social para todos e não apenas para alguns, que vá mais além do confinamento da insularidade e cumpra o desígnio do seu “povo humilde”.

Caro Élvio Sousa, sigo ao seu lado, com a determinação e a força da verdade, a verdade que tantas vezes revelamos aos madeirenses, após escalarmos montanhas de resistência com que tentaram nos derrotar. Hoje, a esperança é mais do que nunca VERDE, e ESTAMOS PRONTOS para cumprir o compromisso com o nosso povo: uma Madeira de todos e para todos.

Fábio Pires.

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