O Juntos pelo Povo marcou presença ontem, no Congresso do PS-Madeira querendo, primeiramente, endereçar os parabéns ao presidente eleito, Sérgio Gonçalves, pelo novo cargo assumido.
Por outro lado, é importante fazer uma chamada de atenção para duas questões.
A primeira, relacionada com a coesão e continuidade territorial, nomeadamente, a ligação marítima e o Ferry que foi uma promessa tanto do PSD como do PS, não podemos esquecer, pelas palavras do próprio António Costa.
Agora, vem novamente o PS prometer esta ligação que fica dependente de virem a ser Governo Regional, o que é uma autêntica vergonha. Não esqueçamos que o PS-Madeira tem 19 deputados na Assembleia Legislativa Regional e que tem deveres para com a população da Madeira e do Porto Santo, como legítimos representantes do Povo, começando pela defesa dos interesses da população, nomeadamente, naquilo que permitirá uma redução do custo de vida das famílias e das empresas.
O PS-Madeira deveria, isso sim, encetar esforços com o Governo da República para que esta continuidade territorial seja assegurada de imediato, contribuindo para a qualidade de vida de todos os Madeirenses.
A segunda questão relaciona-se com o facto do PS-Madeira estar mais preocupado em dizer que está preparado para governar do que fazer uma verdadeira oposição ao Governo PSD/CDS, tal com se verifica no exemplo da ligação marítima Ferry Madeira-Continente. A oposição feita por parte do PS-Madeira tem sido contra os outros partidos da oposição, fomentando uma bipolarização artificial e subalternizando a defesa de matérias fundamentais para os madeirenses e porto-santenses.
O JPP, por seu turno, vai continuar a bater-se pela coesão e continuidade territorial e pela melhoria das condições de vida de todos os madeirenses e porto-santenses, esteja na oposição ou em soluções de Governo, não ficando condicionado nem condicionando a população da Região.
Por fim, e contrariamente ao veiculado pelos órgãos de comunicação presentes no evento, os representantes do JPP não saíram antes de falar à imprensa, pelo contrário, aguardaram, mas não nos foi solicitado qualquer informação.
Luís Martins



