2025, o ano do “verde”

O ano em que o Juntos pelo Povo celebrou 10 anos de existência foi também marcado por vitórias históricas. 2025 foi, sem dúvida, o “ano do verde”. E esta referência não é sobre a conquista do campeonato português pelo Sporting; ela simboliza, sobretudo, três momentos históricos vividos pelo JPP:

  1. A ascensão a maior partido da oposição na Madeira, com a eleição de 11 deputados para a Assembleia Legislativa em março.
  2. A chegada do JPP à Assembleia da República pela primeira vez, com a eleição de um deputado.
  3. Nas eleições autárquicas, a consolidação como segunda força regional, mantendo a Câmara Municipal de Santa Cruz e conquistando vereações no Funchal, Câmara de Lobos e Calheta, elegendo mais de cem autarcas na Região e no continente.

O JPP fez história.

Eleições Regionais na Madeira — 23 de março de 2025

No desafio eleitoral de março, o JPP enfrentou o escrutínio do povo madeirense e porto-santense, num contexto marcado pela queda do governo de Miguel Albuquerque, fragilizado por casos de corrupção e “comatoso” pela instabilidade provocada pelos seus parceiros Chega, CDS e PAN. O JPP que vinha do seu melhor resultado eleitoral, com 9 deputados eleitos, assumiu a sua responsabilidade devolvendo o poder de decisão ao Povo. Em março viria a resposta, o reforço da confiança no JPP e a subida a maior partido da oposição, oposição essa que já “liderava” desde 2019.

Nas eleições, o JPP obteve 30091 votos, correspondendo a 21,55%, e conquistou 11 dos 47 deputados na Assembleia Legislativa da Madeira. Este resultado consolidou o JPP como a segunda força política do arquipélago, ultrapassando o Partido Socialista (PS) e ficando atrás apenas do Partido Social Democrata (PSD), vencedor com maioria relativa.

Foi também o único partido da oposição a crescer em votação, provando ser cada vez mais a verdadeira alternativa de governo na Região.

Chegada à Assembleia da República — 18 de maio de 2025

Em maio o Juntos pelo Povo surpreende o País. Pela primeira vez na sua história, o JPP chega ao Parlamento nacional, elegendo um deputado. Este feito é mais do que simbólico: demonstra que um partido nacional, autonomista e regionalista pode ter representação nacional, graças à confiança dos eleitores madeirenses.

A eleição do deputado representa também um marco de credibilidade e maturidade política, reforçando a posição do JPP como força emergente na política portuguesa.

A eleição de Filipe Sousa teve o condão de “cortar as amarras” que mantinham os dossiers relacionados com a Madeira na “gaveta do esquecimento”. De repente os temas da Autonomia e das Regiões Autónomas passam a ter destaque na Assembleia da República e passam a ser figura central da agenda política semanal.  O JPP acaba por expor os 50 anos de ineficácia, conivência e inoperância dos deputados eleitos pela Madeira, que mais não são do que cúmplices do centralismo, agachados aos interesses de Lisboa.

Eleições Autárquicas — 12 de outubro de 2025

Não houve concelho onde o PSD-Madeira tenha apostado mais para garantir a vitória como o de Santa Cruz. Apostado numa estratégia de desgaste e sabotagem, o PSD tentou tudo o que podia para retirar o poder ao JPP, mas o reconhecimento do trabalho do Juntos pelo Povo prevaleceu. Santa Cruz mantém-se desafiante ao poder laranja e tornou-se no melhor exemplo de governança alternativa para o povo da Região.

Nas autárquicas, o JPP consolidou a sua presença regional. Mantendo a liderança na Câmara Municipal de Santa Cruz, o partido expandiu a sua influência em vários concelhos, elegendo vereadores em Funchal, Câmara de Lobos e Calheta.

No total, o JPP elegeu mais de cem autarcas, distribuídos entre a Madeira e o continente, consolidando-se como segunda maior força política na RAM. Um desempenho que demonstra confiança popular e um caminho sólido para crescer em eleições futuras.

2025: O “ano do verde” fez história

De norte a sul da Madeira, do parlamento regional ao nacional, passando pelas autarquias, o JPP cresceu, consolidou-se e fez de 2025 um ano histórico. O verde não é apenas uma cor, é símbolo de crescimento, esperança e alternativa política.

2026 traz desafios difíceis de ultrapassar para o País e para a Região, num cenário político onde existem partidos apostados no “dividir para reinar”, uns agarrados ao tribalismo dogmático ou ideológico, enquanto outros chafurdam na vigarice “mesquitada” para se insidiar na mente dos portugueses, mas todos, sem exceção, ancorados aos interesses de Lisboa. A exceção é o JPP que surge como um raio de esperança, de moderação e de proximidade com as populações: o verdadeiro partido das regiões. Este foi um ano decisivo no crescimento do Juntos pelo Povo, mas é o País e os portugueses que ganham com isso.

Já 2025 ficará para sempre na memória do JPP e dos madeirenses como o ano em que o “verde” fez história.

Fábio Pires

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