Tendo em linha de conta as preocupantes notícias vindas a público, esta sexta-feira, 30 de março, sobre o subsídio de mobilidade, o JPP vai pedir uma audiência ao Presidente da República, no sentido de serem defendidos e garantidos os direitos dos madeirenses e o princípio da continuidade territorial, tal como está prevista na Constituição da República Portuguesa.

Esta medida do JPP surge tendo por base os seguintes pontos:

1 – Não aceitamos que os direitos dos madeirenses e porto-santenses, em matéria de continuidade territorial, tenham hora marcada e limite de viagens;

2 – Repudiamos que aqueles que deviam ser os primeiros a defenderem os madeirenses, neste caso o Governo Regional, venham a público anunciar esta nova revisão como se fosse a coisa mais natural  e justa quando o que está em causa é um ataque sem precedentes ao povo deste arquipélago;

3 – Recusamos que os madeirenses sejam tratados como portugueses de segunda, tendo de levantar-se cedo e deitar-se tarde para poderem circular no território nacional. Ou seja, que tenham de esconder-se em voos a más horas para exercerem um direito que é seu;

4 – Consideramos inaceitável, a todos os níveis, este novo modelo de mobilidade, que mais do que um retrocesso é um atentado aos direitos dos madeirenses e às conquistas autonómicas em matéria de acessibilidades;

5 – Não aceitamos que os nossos jovens estudantes tenham limite de viagens para visitar a sua terra e a sua família;

6 – Repudiamos a atitude deste Governo Regional que, já por diversas vezes, tem demonstrado a sua incapacidade para governar e defender o povo que o elegeu.

Por tudo isto, só nos resta recorrer ao Presidente da República, como garante de uma justiça que é devida aos madeirenses enquanto Portugueses de pleno direito.

 

Filipe Sousa
Presidente do JPP

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