Dando continuidade ao tema da Educação, que é, para mim, o pilar mais importante do Estado, apresento mais algumas propostas, que possam contribuir para uma mudança nesta área, acrescentando mais sugestões à Parte I deste artigo de opinião..

A minha terceira proposta seria referente aos exames nacionais. Os exames nacionais do 11º e 12º ano têm um peso de 30% da nota final do aluno. Proponho um redução para apenas 10%. Os alunos têm vários momentos de avaliação durante todo o ano. Não é justo nem correto, um único momento de avaliação ter um peso tão grande numa nota final, quando os alunos trabalham um ano todo para obterem uma nota dada por um docente que os acompanhou e os preparou para o futuro da melhor forma. Estes exames nacionais colocam muita pressão, quer nos estudantes quer nos professores que preparam os alunos e que corrigem estes exames.

É ainda no contexto dos exames nacionais que surge outra proposta. Para os alunos que pretendem seguir os estudos na universidade, surge a questão das médias para a candidatura à mesma. As percentagens variam para cada universidade, mas vou dar um exemplo genérico.

A média da candidatura corresponde a 50% da média final dos 3 anos de secundário e 50% da nota do exame. Ou seja, metade da nota da candidatura corresponde a 3 anos de trabalho e a outra metade a apenas 3 horas. Isto para mim é um absurdo e revela ser muitas vezes um entrave para alunos com média alta dos 3 anos , mas que porventura têm um exame abaixo do esperado e já não conseguem entrar na universidade que ambicionam. Para mim, a solução para este problema passa por uma redução da percentagem da nota de exame para 20% ou menos. Um momento de avaliação não pode valer tanto ou mais do que 3 anos de trabalho.

A minha última proposta incide sobre os professores. Os professores enfrentam diversos desafios todos os anos. Ser professor não é algo linear. O professor não entra na sala, debita a matéria e todos ficamos felizes. As turmas ultrapassam quase sempre os 20 alunos, com diferentes ritmos de aprendizagem, sendo necessário o professor tentar ajudar esses alunos com maiores dificuldades. O problema que surge daqui é que se os professores perdem muito tempo a tirar dúvidas e a ajudar os alunos, ficam sem tempo para cumprir o programa da disciplina, que é muitas vezes desajustado e “pesado”. É necessário a redução do número de alunos para 15 e criar programas realistas e ajustados. Estas condições são necessárias para um melhor funcionamento das aulas, para uma relação aluno-professor de maior proximidade.

AFONSO FREITAS
Estudante

 

Observação:

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