É oportuno relembrar alguns aspetos do passado e do presente do Juntos pelo Povo, que veio para ficar, ao contrário do que alguns previam, seguindo a missão de proximidade, na defesa dos interesses dos cidadãos.

Sempre Movimento

Nasceu como grupo de cidadãos eleitores, em Santa Cruz, Madeira. É basista, integra uma pluralidade de intencionalidades sociais e rege-se pelo princípio humanista do reconhecimento da diversidade pessoal e cultural.

Diz-se por aí, e não são as redes sociais telecomandadas, que o JPP não traria margem de captação social à política regional, secundarizando a alegada carência ideológica e a tenra experiência dos cidadãos que ocupam os cargos de desempenho público. O mais caricato reside na margem de erro entre o que se diz e o que se faz, pois a maioria dos classicistas teóricos que se dão a esse oportunismo (alguns, diga-se, com uma sinceridade nata) muito raramente têm acertado nas suas projeções. Resta saber se a componente de coscuvilhice e da invejidade, muito comuns à classe opinativa e jornaleira, está isenta da pressão económica que forja as ações e as teses empresariais. A meu ver, o risco não reside nas redes sociais, mas nas redes empresariais. Naturalmente, quem ler este último parágrafo, saberá revelar-se em consciência. Pelo menos, em privado.

Sem dúvida um movimento mais plural

Fazer oposição e fiscalizar os atos da governação ou, por outras palavras, vigiar onde é gasto e aplicado o dinheiro dos cidadãos, são ações muito complexas de realizar, tendo por base a fundamentação e a seriedade. Julgo ter chegado a uma conclusão, que a própria Constituição da República Portuguesa ou o guião do Estatuto Político Administrativo não consideraram. O direito de acesso à documentação, tão imprescindível na base da construção do saber, é mais difícil e complexo, por exemplo, para um deputado (a representar a população), do que para um cidadão não investido em funções públicas. Os últimos acontecimentos, à margem das “jogadas parlamentares” da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, mostram, inequivocamente, que será necessário dois caminhos complementares. Primeiro, agilizar e democratizar os procedimentos parlamentares e, depois, concretizar a fiscalização do executivo.

O que impera e o que movimenta

Têm chovido, nos últimos tempos, tentativas de pressão e de condicionamento externos, à ação do JPP em matéria de fiscalização. Nada mais natural. O processo inverso seria anormal. Se existem incómodos e angústias é porque o universo está a mexer. A ação do Movimento nas áreas da saúde, mobilidade, transportes e setor primário está a deixar alguns setores da via económica e da elite-social extremamente nervosa. Para esses setores poderemos afirmar que o processo de oposição se intensificará, recorrendo ao limite das ferramentas democráticas. Para os nossos simpatizantes, uma palavra de conforto porque não haverá espaço para recuos ou silêncios cúmplices.

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