O envelhecimento da população é uma realidade que exige, por parte dos Governos, uma atitude proativa e concertada na construção de respostas sociais que respondam, efetivamente, às necessidades apresentadas por esta população, frisou Paulo Alves, deputado do JPP, esta manhã no Municipio de Santana.

A Região Autónoma da Madeira tem cerca de 40 mil idosos sendo 70% destes, pensionistas, ou seja, “pessoas que, além da sua vulnerabilidade, apresentam dificuldades financeiras para fazer face às suas despesas diárias”.

Ao envelhecimento da população acresce a situação de os idosos serem cuidados por outros idosos, o que, nas zonas rurais torna-se a norma e não a exceção. “A escolha por este Concelho, junto ao Centro de Saúde, é exatamente por Santana ser um dos Muncipios da Região Autónoma da Madeira que maior índice de envelhecimento apresenta, na ordem dos 232,4”, referiu o deputado.

O envelhecimento demográfico resulta de uma conquista civilizacional mas, comporta um conjunto de desafios aos quais têm de ser encontradas respostas urgentes.

No Parlamento Regional, a Secretária Regional da Inclusão da Inclusão e dos Assuntos Sociais referiu que “não é importante a construção de lares de idosos e que a resposta dada pelo apoio domiciliário respondia às necessidades e que seria reforçado com a contratação de mais ajudantes domiciliárias”. Contudo, este reforço “é uma promessa que já vem de 2016 e até agora, nada”.

Entende o JPP que as respostas para a população idosa têm, efetivamente, de se adequar às necessidades. Há situações em que é necessária a institucionalização pelo que, a “construção de lares de idosos é sim uma necessidade”.

A rede de cuidados continuados, infelizmente e por incumprimento do Governo da República, “já deveria estar a funcionar mas espera-se que, com a transferência dos jogos sociais, esta situação seja resolvida o mais rapidamente possível”.

“É necessário articular com os agentes da comunidade (autarquias, centros de saúde, centros comunitários), independemente da cor política, com vista a, nalgumas situações reforçar, noutras, iniciar uma intervenção comunitária, articulada, que promova, efetivamente, o envelhecimento ativo pois estas pessoas, pese embora a sua idade, têm muito para ensinar, têm muito para contribuir para a nossa sociedade”.

Além disto, “o Governo deverá apostar nos centros de noite, principalmente em zonas rurais e isoladas, onde as pessoas durante o dia, estejam na sua casa mas, à noite, possam ir até um centro de noite, onde se sintam seguras e confortáveis”. Paulo Alves salienta a possilidade de reabilitação de escolas que estejam fechadas, ou em vias de, e que, possam ser transformadas nestes centros de noite”.

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