O Juntos pelo Povo (JPP) considera que a Secretaria Regional da Educação (SRE) não procedeu com o devido respeito pela autonomia das escolas, no que se refere aos processos de fusão e encerramento, que vão acontecer em vários estabelecimentos de ensino da Região, nomeadamente na Escola Básica dos 1.º, 2.º e 3.º Ciclos / PE Professor Francisco M. S. Barreto – Fajã da Ovelha.

“A fusão entre a escola da Fajã e a escola Básica e Secundária da Calheta é um processo que foi pouco claro e transparente. A própria portaria emitida pela Secretaria da Educação dá conta de que não houve tempo para audiências, comprovando-se que os maiores interessados neste processo não foram ouvidos, nesta e noutras escolas da Região que estão a passar por este processo”, denunciou Paulo Alves, junto à escola da Fajã da Ovelha:

“Esta escola tem 14 anos, no próximo ano teria mais de 300 alunos e tem vários projetos em curso, incluindo EFA’s (Educação e Formação para Adultos). E agora, o senhor secretário da Educação, de forma unilateral, decidiu-se pela fusão com a escola da Calheta, fazendo com que perca a sua autonomia ao nível da gestão e todos estes projetos passarão a depender de pareceres e de uma harmonia entre as duas escolas. E neste caso, o argumento habitual da redução do número de alunos, nem se coloca.”

O JPP considera que “por respeito para com os alunos, para com os funcionários, os professores e a direção da escola, deveria ter havido, por parte da tutela, também respeito pela autonomia desta escola, e não se deveria ter feito esta fusão à pressa”.

O deputado Paulo Alves lembra que “o próprio presidente da Junta de Freguesia veio a público dizer que não emitiu parecer relativamente a esta decisão e a própria escola, em comunicado, manifestou o seu descontentamento”.

Em contacto, esta manhã, com a população local, os deputados perceberam o descontentamento perante as consequências que esta fusão e o futuro encerramento da escola vai trazer, sobretudo para aqueles que têm de pagar passe para os transportes públicos. Os alunos da Ponta do Pargo já têm de se deslocar para a Fajã e, futuramente, passarão a ter aulas na Calheta, aumentando significativamente a distância e, consequentemente, o preço dos transportes.

O deputado Paulo Alves foi o porta-voz da iniciativa do JPP

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