Ao longo dos últimos anos, em Portugal, tem sido notório o afastamento da juventude das estruturas políticas. É público e não vale a pena escamotear essa realidade. Nas últimas eleições autárquicas, muitos foram os partidos que notaram a falta do dinamismo da juventude na estrada, ao longo dos dias de campanha.

Apesar desse afastamento crescente dos jovens das lides partidárias, acredito que muitos ainda lá estão e reveem-se na matriz de cada partido, simplesmente não estão ativos, mantendo-se desinteressados ou pouco atraídos pelo rumo que o futuro leva. Não se veem espelhados nas formas tradicionais e bacocas de estar na política dos correligionários mais velhos e muitas vezes são mantidos à parte sem serem escutados, nem chamados a atuar e muito menos a decidir. Os jovens que estão realmente interessados no futuro do país, não estão virados para partidos que sempre usaram a juventude como ferramenta da máquina partidária, onde proliferam autênticos viveiros carreiristas à espera dos jobs.

Por vezes, os partidos esquecem-se do interesse das camadas mais jovens da população no mundo político e a importância que tal representa para essa mesma juventude. Se do lado dos jovens está mais que provado que anseiam integrar as estruturas, do outro, de quem coordena as lides partidárias, há que criar mecanismos de aproveitamento desse interesse e fomentar a massa crítica dos jovens, criando polos de intervenção dentro das estruturas políticas e daí extrair as melhores decisões que definirão o que é melhor para o futuro do país e das suas gentes. Os jovens são os que têm a lata de dizer a verdade de forma direta e objetiva, como mais ninguém tem a coragem de expressar. Essa forma de abanar as hostes é de extrema importância para o interior de cada partido. Serve de despertador quando todos adormecem.

Também dentro do JPP, temos que permitir aos nossos jovens esse exercício da cidadania, pois são quem melhor entendem os seus anseios e, como tal, devem ser os que escolhem o seu próprio rumo. Não é possível a uma organização política manter um ritmo de crescimento sem que exista uma base de sustentação jovem e dinâmica. Vamos dar espaço à Juventude para que seja ela a semear o seu crescimento e a ser mais atrativa para a entrada de novos jovens. Temos que apostar em temas que digam respeito à juventude e aos seus interesses e, desta forma, fazer a malta mais nova acreditar que é possível um país melhor, pleno de oportunidades e cheio esperança nessa coisa utópica que todos nós chamamos de futuro. Num movimento como o JPP, onde todos são a base, este é o terreno mais fértil para que a juventude floresça.

RICARDO PESTANA
Assistente Técnico

 

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