No passado dia 18 de julho, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, durante um plenário dedicado a analisar o “Estado da Região” houve momentos hilariantes de discurso político para convencer a população madeirense e porto-santense de que nunca houve na Madeira um Governo Regional que fizesse tanto, com tão pouco dinheiro e em tão pouco tempo de governação, como este governo do Dr. Miguel Albuquerque. Um presidente do Governo que não reconhece, por exemplo, obra feita no concelho de Santa Cruz… No entanto, veio inaugurar estradas e investimentos privados, leia-se, hotéis, neste concelho. Para este Governo só o PSD é digno de governar! Só o PSD sabe governar! Porque em todos os concelhos que não são laranja, e que no presente são sete dos onze concelhos da Região, não aconteceu nada! Pararam no tempo! E porquê?! Porque não havia ilustres e sábios elementos do PSD-Madeira na governação municipal!

Com uma atitude de propotência a roçar a arrogância – c.f. na RTP-Madeira as expressões usadas nas intervenções – o Governo apresentou-se na ALRAM para defender os interesses dos grandes grupos económicos em detrimento dos interesses do bem comum. E a discorrer que quando não consegue resolver o que prometeu à população no auge da Campanha eleitoral de 2015, a culpa é do Estado Português! Sim, o Estado e quem Governa na República é que tem culpa do incumprimento das promessas feitas pelo atual presidente do Governo! Claro que a culpa é do Estado ou da República, porque não é o PSD de Passos Coelho a Governar! Porque se assim fosse nunca seria o Estado o culpado!

Para o atual Governo Regional o bem-estar da população está “garantido”! – tal como estão os vencimentos dos 800 “nomeados políticos” que fez até agora. Contudo, importantíssimo é prometer à população (tentar iludir!) o que se vai fazer (Só vendo!!!): construir um novo hospital; intervir no hospital dos Marmeleiros; melhorar alguns Centros de Saúde (como por exemplo o da Calheta, onde já lá esteve o material para a recuperação e nada foi feito); construir ou reabilitar escolas (desde que não sejam no Concelho de Santa Cruz); fazer obras em alguns portos de recreio e de abrigo; alterar o tarifário do parque de estacionamento do Hospital (mas não se altera no valor à hora!!!); ter mais médicos de família e mais enfermeiros no Serviço Regional de Saúde; não haverá falta de medicamentos; os aparelhos de RX e de Ressonância, do hospital, deixarão de avariar; as listas de espera vão deixar de existir porque existem excelentes programas de recuperação de cirurgias; haverá o avião cargueiro e o barco com ligações ao continente; o IRS e o IRC vão baixar; a entrada na Quinta Vigia vai ser gratuita; a entrada no miradouro do Cabo Girão será gratuita; a Via Expresso e a Via Litoral deixarão de receber os milhões de euros para a “manutenção dos troços que não necessitam de intervenção”; os grandes clubes da Região Autónoma da Madeira, aqueles que recebem milhões de euros para o futebol profissional, apenas irão receber verbas para as camadas da formação; as sociedades de desenvolvimento vão dar uso aos mamarrachos de betão que foram construídos no passado e que agora não têm qualquer utilidade e não há dinheiro para os manter; o ensino na região será “gratuito” para todos, porque haverá apenas tarifários para: as creches, os infantários, os manuais escolares e todo o material escolar para o 1º, 2º e 3º Ciclos e Secundário; a alimentação nas escolas continuará a ser paga e sem qualquer fiscalização sobre o incumprimento do caderno de encargos – não é preciso porque os pais não estão presentes quando os filhos comem! – e haverá um novo programa de educação e saúde nas escolas; Os passes dos estudantes continuarão a ser mais caros ao comprar na escola do que nas empresas de transportes;  Para a Secretaria Regional de Educação a fusão de escolas é um sucesso! Os problemas e transtornos que esta fusão causou aos pais e encarregados de educação não é relevante! O que não pode acontecer é que este novo ano letivo, 2017/2018, os pais contestem essa fusão! Isso não!!! Para este novo ano não pode haver contestação porque é ano de eleições!!! Até o “quadro único”, uma única zona pedagógica e cujo âmbito geográfico abrange todos os concelhos, não entra em vigor no próximo ano letivo! Não tem nada a ver com as eleições autárquicas de 1 de outubro!!!

E assim, o importante (para esta geração de políticos do PSD – Madeira) são as promessas que o Governo Regional faz!!! Promete-se e depois logo se vê!! Se não cumprir, alguém há-de ser o culpado!!! Nunca os “ilustres” laranjas!!!

Haja bom senso, porque a paciência já se esgotou!!!

Paulo Alves

Paulo Alves

Deputado Parlamentar em Juntos pelo Povo
Licenciado em Ciências Religiosas; Pós-graduado em Bioética e Mestre em Filosofia, com especialização em Bioética pela Faculdade de Filosofia de Braga, Universidade Católica Portuguesa; Presidente da Junta de Freguesia de Santa Cruz.
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