O Juntos pelo Povo (JPP) realizou esta manhã, no hotel Santa Cruz Village, um congresso extraordinário que serviu para promover o debate de alguns temas, entre os militantes, e para a revisão dos estatutos do partido, de forma a adaptar os órgãos constituídos inicialmente à realidade atual do partido.

                   

Um dos temas abordados diz respeito à saúde, até porque chegam queixas constantes aos autarcas do JPP, devido às carências existentes no acesso ao sistema de saúde. “Acontece, por exemplo, com o transporte de doentes não urgentes e muitos vêm bater à nossa porta. Não é da competência municipal, mas já o vamos fazendo e estamos a preparar duas viaturas para assegurar esse transporte, para colmatar esta situação que consideramos grave”, revelou Filipe Sousa, autarca e presidente do JPP.

“Eu fico preocupado quando vejo um Governo Regional a investir milhões em áreas, à partida menos prioritárias. Por exemplo, gasta-se quase 2 milhões na festa de fim de ano – não quer dizer que não se tenha de investir na promoção turística da Madeira – mas preocupa-me ver um investimento forte nesta área, esquecendo-se a saúde. Falta uma componente social, humana, a este Governo. É preocupante ver que este Governo dorme descansado, sabendo que há pessoas a morrer por falta de uma intervenção política eficaz na área da saúde”, lamentou Filipe Sousa.

Questionado pelos jornalistas se 2018 seria um ano de preparação para as eleições de 2019, Filipe Sousa esclareceu que para o JPP “o trabalho começa logo depois de tomar posse”. Por isso, ressalva que o grupo parlamentar já está a preparar as Regionais de 2019, desde que entrou no Parlamento, promovendo uma política de proximidade com a população.

“É a nossa forma de ser e de estar na política, com uma vontade de querer fazer no dia-a-dia, sem esperar pelas eleições. E isso dá-me a esperança de que, em 2019, o JPP vai ter um peso forte na política regional”, confessou, realçando que “esta esta nova forma de fazer política, já está a incomodar o sistema político regional e vai ‘fazer mossa’ em 2019”.

Sobre possíveis acordos para as próximas eleições, o presidente do JPP adiantou que não houve contactos. “Aliás, confesso que os ‘joguinhos políticos’, como se tem visto ao nível da AMRAM, me enervam profundamente. Fizemos coligação com o Funchal, porque vimos que a gestão do presidente Paulo Cafôfo ia ao encontro, em algumas matérias, daquilo que defendemos. Mas defendo que a nossa ação política não pode ser condicionada com pré-acordos”, esclareceu.

                            

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