Mede-se o nível de civilização de uma sociedade pelos pilares que a sustentam, pelos valores que a movem ou até pela determinação a eles alicerçados. Os três pilares são a Saúde, a Educação e a Segurança.

A Madeira confronta-se, atualmente, com a degradação sistemática desses pilares basilares, sendo a Saúde aquela que carece de obras de cimentação urgentes. Dizia o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, no passado dia 29 de março, que a ministra da Saúde, Marta Temido, era e cito, “um erro de casting completo”, mas o meu avô também citava que quem tem telhados de vidro, não atira pedras e os de Miguel Albuquerque são de um vidro com pouca qualidade, poderão partir muito facilmente.

A 14 de janeiro de 2019, o Diário de Notícias anunciava um corte de 12 milhões de euros no Serviço Regional de Saúde face ao ano de 2018, um claro desinvestimento num setor massacrado, com profissionais no limite da sua capacidade de resposta. Até custa a crer que tenham de ser as autarquias, como o caso de Santa Cruz, a tentar, de forma humilde, colmatar as lacunas de um Governo Regional descurado do essencial.

Faltaram medicamentos no hospital madeirense, é do conhecimento público, as infraestruturas que sustentam o Serviço Regional de Saúde estão decrépitas, uma verdadeira casa dos horrores com entrada gratuita, desculpem, já não é assim tão gratuita, as taxas moderadoras estragaram tudo. Vem constantemente a público os cortes que são feitos na saúde madeirense, nos cuidados primários, fundamentais para a prevenção. A falha, mais regular do que se gostaria, de medicamentos ou até mesmo a redução na aquisição de imunomoduladores, tudo isto sem contar com a bomba nuclear que estourou recentemente.

Numa altura em que se discute a idoneidade de médicos e saem esqueletos do armário, não era de todo descabido e até acho pertinente, que se resolvem-se os verdadeiros problemas da Saúde, um investimento sério no setor, quer nos cuidados primários, quer em toda a orgânica hospitalar, digo eu, que há coisas mais importantes que a politiquice dos médicos.

Erro de casting senhor presidente é, depois de três secretários regionais na pasta saúde, continuar-se sem soluções para o Sistema Regional de Saúde.

ANDREIA GOUVEIA
Assistente Operacional

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