Desde que me lembro de ser gente, que oiço os inteletuais da política portuguesa, que passaram pelos vários Governos, sejam de esquerda ou de direita, falarem e criarem legislação diversa para ver quem é que mais acerta ou fica para a História.

Pelos vistos, e até agora, tem sido tudo uma grande trapalhada, pois uma coisa é certa, mudam os governos, mudam as políticas e nós aqui, o Zé Povinho, vamos comendo com o que nos impingem, para variar.

Em países igualmente desenvolvidos, como o nosso, as aulas só têm lugar de manhã ou de tarde e a hora do almoço é respeitada para que alunos e pais possam estar juntos, quando possível.

Não existem os benditos trabalhos para casa, os conhecidos TPC’s, e os alunos não deixam de ser menos espertos ou inteligentes que os outros.

A mudança de livros todos os anos é uma praga social e constitui uma despesa colossal para as Famílias, pois quem fica a ganhar são as Editoras com a cumplicidade dos grandes interesses económicos do setor. No meu tempo, os livros davam para mais 2 ou 3 irmãos mais novos.

Como se tudo isto não bastasse, ainda temos os passes de transportes escolares mais caros da Europa, um autêntico roubo; as propinas imensamente caras, para não falar das viagens exorbitantes para quem estuda fora da Madeira e Porto Santo.

Concordo plenamente que existam somente Escolas Públicas de qualidade, quando e só houver condições para que isso aconteça, pois a Educação em Portugal não tem sido uma prioridade.

A Educação é o pilar mais importante da nossa Democracia, razão pela qual esta deveria ser gratuita até o 12.º ano, como acontece já em alguns países, igualmente desenvolvidos.

MIGUEL ALVES
Vice-presidente da Câmara de Santa Cruz

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